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Oposição articula derrubada de veto à Dosimetria; Governo promete mobilização nas ruas

Sóstenes Cavalcante (PL) prevê derrota de Lula na primeira sessão do Congresso; Lindbergh Farias (PT) convoca militância para manter condenações do 8 de Janeiro
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08/01/2026
fachada do Congresso Nacional
Fachada do Congresso Nacional, a sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro.As cúpulas abrigam os plenários da Câmara dos Deputados (côncava) e do Senado Federal (convexa), enquanto que nas duas torres - as mais altas de Brasília, com 100 metros - funcionam as áreas administrativas e técnicas que dão suporte ao trabalho legislativo diário das duas instituições.Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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O clima de confronto entre direita e esquerda no Congresso Nacional ganhou novos contornos nesta quinta-feira (8). Logo após o presidente Lula vetar o projeto que reduziria penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pelo plano de golpe, lideranças de ambos os lados iniciaram uma guerra de narrativas e estratégias legislativas.

A ofensiva da oposição

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL), uma das principais vozes da oposição, foi enfático ao afirmar que o veto presidencial tem “prazo de validade”. Segundo ele, a maioria formada em dezembro para aprovar o projeto segue coesa para derrubar o veto na primeira oportunidade.

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Para acelerar o processo, a deputada Carol De Toni (PL-SC) apresentou um requerimento para que o Congresso Nacional se reúna em sessão extraordinária ainda em janeiro, interrompendo o recesso parlamentar ou antecipando as discussões de fevereiro. A bancada bolsonarista argumenta que o PL busca corrigir “excessos judiciais” e garantir proporcionalidade nas penas.


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A defesa do Governo

Pelo lado governista, o líder do PT, Lindbergh Farias, celebrou o gesto simbólico de Lula durante a cerimônia de três anos dos ataques aos Três Poderes. Farias declarou que a base aliada não ficará restrita aos muros do Congresso: a estratégia inclui uma forte mobilização digital e atos nas ruas para pressionar os parlamentares indecisos.

“Mobilizaremos as redes e as ruas para que o veto não seja derrubado”, afirmou o petista, sustentando que a manutenção das penas é vital para a preservação dos valores democráticos e para evitar o sentimento de impunidade sobre os mais de 800 condenados pelo STF.

Entenda o rito Legislativo

O veto agora coloca o Congresso no centro da decisão. Para que o veto de Lula seja derrubado, é necessária a maioria absoluta dos votos:

  • No Senado: Mínimo de 41 votos.
  • Na Câmara: Mínimo de 257 votos.

Se a oposição alcançar esses números em sessão conjunta, o PL da Dosimetria torna-se lei, mesmo contra a vontade do Presidente da República. Caso contrário, a decisão de Lula é mantida e as penas atuais seguem inalteradas.

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