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O clima de confronto entre direita e esquerda no Congresso Nacional ganhou novos contornos nesta quinta-feira (8). Logo após o presidente Lula vetar o projeto que reduziria penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro e pelo plano de golpe, lideranças de ambos os lados iniciaram uma guerra de narrativas e estratégias legislativas.
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL), uma das principais vozes da oposição, foi enfático ao afirmar que o veto presidencial tem “prazo de validade”. Segundo ele, a maioria formada em dezembro para aprovar o projeto segue coesa para derrubar o veto na primeira oportunidade.
Para acelerar o processo, a deputada Carol De Toni (PL-SC) apresentou um requerimento para que o Congresso Nacional se reúna em sessão extraordinária ainda em janeiro, interrompendo o recesso parlamentar ou antecipando as discussões de fevereiro. A bancada bolsonarista argumenta que o PL busca corrigir “excessos judiciais” e garantir proporcionalidade nas penas.
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Pelo lado governista, o líder do PT, Lindbergh Farias, celebrou o gesto simbólico de Lula durante a cerimônia de três anos dos ataques aos Três Poderes. Farias declarou que a base aliada não ficará restrita aos muros do Congresso: a estratégia inclui uma forte mobilização digital e atos nas ruas para pressionar os parlamentares indecisos.
“Mobilizaremos as redes e as ruas para que o veto não seja derrubado”, afirmou o petista, sustentando que a manutenção das penas é vital para a preservação dos valores democráticos e para evitar o sentimento de impunidade sobre os mais de 800 condenados pelo STF.
O veto agora coloca o Congresso no centro da decisão. Para que o veto de Lula seja derrubado, é necessária a maioria absoluta dos votos:
Se a oposição alcançar esses números em sessão conjunta, o PL da Dosimetria torna-se lei, mesmo contra a vontade do Presidente da República. Caso contrário, a decisão de Lula é mantida e as penas atuais seguem inalteradas.