Um grupo de vereadores de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, esteve presente na área da antiga Fundição Tarzan nesta segunda-feira (21) para protestar contra o impasse jurídico que envolve o terreno leiloado do local. Durante a visita, parlamentares direcionaram críticas à vereadora e candidata a deputada estadual Luana Carvalho (PT), atribuindo a uma representação movida por ela a interrupção da instalação de um empreendimento com estimativa de gerar entre 250 e 300 empregos diretos.
O presidente da Câmara Municipal, Kleber ‘Feião’, acompanhado dos vereadores Justino Oliveira, Uchôa, George da Besta, Antônio Marques e Thiago do Depósito, questionaram a conduta da parlamentar diante da necessidade histórica de geração de renda na cidade.
“É lamentável. Nós aqui estamos indignados com isso? Por que ela precisou entrar com essa ação para não ter o desenvolvimento para Santo Amaro?”, declarou o grupo de vereadores durante a visita ao imóvel.
O vereador Thiago do Depósito questionou se é desta forma que a vereadora quer que a cidade cresça. “É isso, vereadora? Sendo contra o progresso e a geração de empregos para Santo Amaro, é desse jeito que a senhora quer que a cidade cresça?”, disse Thiago.
Luana Carvalho nega bloqueio a empregos e aponta suspeita em leilão público
Em resposta às declarações dos colegas de plenário, a vereadora Luana Carvalho se disse surpresa com as acusações e classificou o teor dos vídeos gravados na Fundição Tarzan como fake news. A parlamentar afirmou que a sua atuação junto aos órgãos de fiscalização visa resguardar a transparência e a lisura na alienação do patrimônio público, e não impedir investimentos privados.
“Como vereadora, prezo pelo dinheiro público. Eu quero que o povo tenha trabalho sim! O processo está claro, o vereador Justino fala em uma sessão, inclusive, que quem viria para Santo Amaro era o Atacadão Atakarejo antes mesmo de se ter o leilão. Agora, como alguns dos vereadores me fizeram uma pergunta e agora eu quero fazer a pergunta novamente: ‘Será que essa denúncia feita pela vereadora Luana’ e acatada pelo Ministério Público não prova que existe irregularidade nessa doação do terreno?”, rebateu a vereadora.
A representação apresentada ao Ministério Público questiona a legalidade do trâmite do leilão realizado em novembro de 2025, ressaltando declarações públicas prévias sobre a empresa vencedora ocorridas meses antes do certame oficial.





