A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma medida rigorosa contra a comercialização de diversos produtos da marca Now Foods no território brasileiro. A decisão, publicada nesta segunda-feira, dia 25, atinge diretamente a empresa Uptown Comércio, responsável pela distribuição da marca no país. A determinação exige a retirada imediata de 23 itens do mercado, abrangendo desde suplementos fitoterápicos até complexos vitamínicos específicos.
A medida cautelar imposta pelo órgão regulador proíbe não apenas a venda, mas também a importação, fabricação, distribuição e até o uso dos produtos listados. Essa ação reflete o compromisso da agência em garantir que substâncias consumidas pela população atendam aos critérios rigorosos de segurança e eficácia estabelecidos pela legislação sanitária vigente, conforme detalhado no portal oficial da Anvisa.
Irregularidades levam à suspensão de comercialização pela Anvisa
O principal motivo para a intervenção da autoridade reside na ausência de regularização formal dos produtos. Segundo o órgão, os itens da Now Foods vinham sendo amplamente divulgados e comercializados em plataformas digitais sem possuir o devido registro, notificação ou cadastro junto à entidade. No Brasil, qualquer suplemento ou medicamento precisa passar por um processo de avaliação antes de chegar ao consumidor final.
A falta dessa chancela oficial significa que não houve comprovação técnica da composição, pureza ou dosagem das substâncias presentes nos frascos. Para a vigilância sanitária, a comercialização de produtos sem registro configura uma infração que coloca em xeque a integridade física dos usuários, uma vez que não há garantias sobre os efeitos colaterais ou possíveis interações medicamentosas perigosas.
Impacto da medida sobre o portfólio da Now Foods no Brasil
A abrangência da proibição é total, atingindo todos os elos da cadeia logística nacional. Com a publicação da norma, estabelecimentos físicos e lojas virtuais devem interromper imediatamente a oferta desses produtos. A Uptown Comércio deve coordenar o recolhimento das unidades que já estão em circulação, sob pena de sanções administrativas e multas pesadas aplicadas pelo governo federal.
Consumidores que adquiriram algum dos itens listados recentemente são orientados a suspender o uso de forma preventiva. A agência reforça que a publicidade agressiva na internet muitas vezes mascara a falta de conformidade legal, tornando essencial que o comprador verifique sempre o número de registro no rótulo antes de finalizar qualquer aquisição de suplementos alimentares importados.
Riscos à saúde e a importância da vigilância sanitária
A regulação de suplementos e fitoterápicos é uma área crítica para a saúde pública brasileira. Muitos desses produtos contêm extratos vegetais potentes, como a Berberina ou o Saw Palmetto, que podem interferir em tratamentos médicos preexistentes. Sem a fiscalização da agência, o risco de contaminação por metais pesados ou a presença de substâncias não declaradas no rótulo aumenta significativamente.
A atuação da autarquia serve como um filtro necessário em um mercado globalizado, onde produtos estrangeiros entram facilmente no país via comércio eletrônico. A transparência nos processos de fabricação e a rotulagem adequada em português são exigências básicas para que o consumidor saiba exatamente o que está ingerindo e quais são os limites seguros de consumo diário recomendados.
Lista completa dos itens afetados pela decisão regulatória
Abaixo, destacamos alguns dos principais produtos que tiveram sua circulação proibida em todo o território nacional por determinação expressa da autoridade sanitária:
- Cholesterol Pro e Alho Concentrado
- Casca de Canela e Hawthorn Extract
- Beta-Sitosterol Plant e Mood Support
- Multivitamínico Mulheres e Saw Palmetto
- Ácido Gaba e Suplemento Alpha GPC
Além destes, a lista inclui itens populares como Dopa Mucuna, Berberina Support Glicose, Pycnogenol, Brain Elevate e Testo Jack. Também foram vetados o Extrato de Epimedium, Silica Complex, Prostate Health, Aloe Vera 100mg, DGL 400mg, Raiz de Valeriana 500mg, além de produtos à base de Flor de Maracujá. A fiscalização será intensificada para garantir que esses nomes desapareçam das vitrines virtuais e prateleiras físicas.




