A possível chegada de um modelo dobrável da Apple, frequentemente especulado como iPhone Ultra, traz consigo um desafio financeiro para os futuros proprietários. De acordo com um estudo recente realizado pela SellCell, empresa especializada na análise de preços de dispositivos móveis, a categoria de celulares dobráveis apresenta uma depreciação significativamente mais agressiva do que a observada em smartphones tradicionais após o primeiro ano de uso.
Impacto financeiro e depreciação dos dobráveis
O levantamento aponta que um dispositivo com tecnologia de tela dobrável pode perder até 64,6% de seu valor original em apenas 12 meses. Para ilustrar o cenário, caso o aparelho chegue ao mercado com um preço sugerido de US$ 2 mil, o valor de revenda após um ano poderia cair para cerca de US$ 708, representando uma perda nominal expressiva para o consumidor que busca trocar de modelo anualmente.
A análise comparativa da SellCell incluiu dados de diversas fabricantes líderes do setor, como Samsung, Google, Motorola e OnePlus. Enquanto os modelos convencionais mantêm uma taxa de depreciação média de 55,3%, a complexidade mecânica dos dobráveis parece acelerar a perda de valor, com uma média de desvalorização que ultrapassa os US$ 997 no período de um ano.
Resiliência de mercado dos dispositivos Apple
Historicamente, os aparelhos da Apple demonstram maior capacidade de retenção de valor no mercado de usados em comparação aos concorrentes. Dados do estudo destacam que a linha iPhone 16, por exemplo, retém cerca de 51,5% do preço original após um ano, superando o desempenho de outras famílias de dispositivos de alto padrão, como a linha Galaxy S25, que apresenta uma retenção de 39,5% no mesmo intervalo.
Essa reputação de valor residual elevado coloca em xeque a estratégia da marca caso decida ingressar no segmento de dobráveis. O mercado de usados tende a penalizar dispositivos com componentes móveis, como dobradiças, devido à percepção do consumidor sobre o desgaste estrutural e a durabilidade a longo prazo desses componentes em comparação com telas fixas.
Desafios técnicos e incertezas futuras
Embora a pesquisa não aponte as causas exatas para a depreciação acelerada, especialistas indicam que a fragilidade percebida das dobradiças mecânicas influencia diretamente o valor de revenda. A confiança do consumidor no estado de conservação de um aparelho usado com partes móveis é inferior àquela depositada em modelos de estrutura monobloco.
Até o momento, a Apple não confirmou a existência ou qualquer cronograma de lançamento para o dispositivo. O debate sobre a viabilidade econômica do iPhone Ultra permanece aberto, enquanto entusiastas da tecnologia acompanham as movimentações da empresa em TecMundo para entender se a gigante de Cupertino conseguirá romper a tendência de desvalorização característica desta categoria de produto.




