Um proprietário de uma pizzaria localizada no bairro Eldorado, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, tornou-se o centro das atenções nas redes sociais após reagir de forma inusitada a uma tentativa de estelionato. O empresário relatou ter sido alvo de uma cliente que tentou realizar o pagamento de um pedido por meio de um comprovante falso de transferência bancária.
A situação teve início quando a cliente solicitou duas pizzas e um refrigerante, totalizando o valor de R$ 173,00. Após o envio do comprovante pelo aplicativo de mensagens, o dono do estabelecimento notou uma divergência crítica: o sistema bancário registrou o recebimento de apenas R$ 0,01, utilizando os mesmos dados apresentados no documento enviado pela solicitante.
A estratégia da pizza de gesso
Diante da confirmação de que se tratava de um golpe do Pix, o proprietário decidiu confrontar a situação com ironia. Aproveitando a presença de entulhos de construção, incluindo restos de gesso, em uma caçamba próxima ao local, ele e seu pai, pizzaiolo com quase quatro décadas de experiência, montaram uma embalagem que simulava o envio do pedido.
O objetivo era expor a fraude e devolver a tentativa de enganação na mesma moeda. Após preparar a caixa com o material indevido, o empresário informou à cliente que o produto estava pronto para ser retirado por um motorista de aplicativo, aguardando a reação da suspeita diante da descoberta.

Repercussão e medidas legais
Ao receber a “pizza de gesso”, a cliente questionou a atitude do estabelecimento, alegando desconhecimento sobre a irregularidade e transferindo a responsabilidade para uma terceira pessoa. Segundo o dono da pizzaria, a mulher utilizou nomes diferentes para o pedido, o pagamento e a solicitação do transporte, bloqueando o contato do restaurante logo após ser confrontada.
O vídeo que detalha a montagem e o envio das caixas falsas rapidamente ganhou tração na internet, acumulando milhões de visualizações. Apesar do tom bem-humorado da resposta, o empresário formalizou a denúncia do caso na delegacia central da cidade, registrando um boletim de ocorrência por estelionato para que as autoridades investiguem a prática criminosa.





