Um novo levantamento global, realizado pela plataforma Numbeo, revelou que o Brasil figura entre os países com o custo de vida mais acessível do mundo. A pesquisa analisou 139 nações, posicionando o território brasileiro na 119ª colocação, o que o insere no grupo dos 25 países mais baratos para se viver atualmente.
O estudo considera uma série de despesas cotidianas essenciais para a vida dos cidadãos, como gastos com supermercado, refeições em restaurantes, custos de transporte e contas básicas de consumo. É importante notar que o levantamento exclui especificamente as despesas relacionadas ao aluguel de imóveis, focando nos custos diretos do dia a dia.
Brasil em destaque: análise do custo de vida global
Com um índice de custo de vida de 25,56, o Brasil demonstra uma significativa diferença em relação ao padrão global estabelecido pela Numbeo. A plataforma utiliza a cidade de Nova York como referência principal, atribuindo-lhe um índice fixo de 100. Isso significa que um país com um índice de 50, por exemplo, apresenta um custo de vida que corresponde à metade do registrado na metrópole norte-americana.
A posição do Brasil, portanto, indica que as despesas diárias no país são consideravelmente menores quando comparadas a centros urbanos de alto custo. Essa característica o torna um destino potencialmente mais vantajoso para quem busca uma vida com menor pressão financeira em relação aos gastos essenciais.
A posição sul-americana do Brasil no ranking de despesas
No contexto da América do Sul, o Brasil apresenta uma dinâmica ligeiramente diferente. Entre os países da região que foram incluídos na análise, o Brasil se posiciona como o 8º mais caro. Contudo, ele ainda se mantém à frente de nações como Bolívia e Paraguai, que registraram índices de custo de vida ainda mais baixos.
Apesar de não ser o mais barato em seu próprio continente, a perspectiva global do custo de vida brasileiro permanece notavelmente inferior à de muitos países considerados de alto custo, especialmente aqueles localizados na Europa e no Caribe, que frequentemente encabeçam as listas de lugares mais caros para residir.
As nações com os custos de vida mais elevados do mundo
O levantamento da Numbeo também aponta os locais onde o custo de vida é mais proibitivo. Para os anos de 2025 e 2026, as Ilhas Virgens Americanas e a Suíça compartilham a liderança no ranking mundial, ambas com um índice de 98,4. A Islândia surge logo em seguida, ocupando a terceira posição com um índice de 83,4.
Outros países que figuram entre os dez mais caros incluem Bahamas (81,4), Singapura (79,1), Hong Kong (73,6), Barbados (70,0), Noruega (69,0), Papua-Nova Guiné (67,4) e Dinamarca (66,9). Esses destinos são conhecidos por seus elevados padrões de vida e, consequentemente, por despesas diárias significativamente mais altas.
O panorama dos países com as menores despesas diárias
Na extremidade oposta do espectro, o Paquistão se destaca como o país com o menor custo de vida global, registrando um índice de 17,85. A lista dos 25 países mais baratos para viver em 2025 inclui uma variedade de nações de diferentes continentes, como Líbia (18,64), Egito (19,03), Índia (19,52) e Afeganistão (19,88).
Nesta categoria, o Brasil (25,56) aparece entre os 25 países com menor custo de vida, ao lado de nações como Tunísia (25,53), Bolívia (25,22), Paraguai (23,02) e Colômbia (25,96), reforçando sua posição de acessibilidade em um contexto mundial. Para mais detalhes sobre a metodologia e o ranking completo, consulte a plataforma Numbeo.
Entendendo a metodologia por trás do índice de custo
A precisão e a abrangência dos dados apresentados pela Numbeo são garantidas por um modelo colaborativo. As informações que compõem o índice de custo de vida são coletadas a partir de contribuições voluntárias de moradores de diversas cidades ao redor do mundo. Essa abordagem permite que a plataforma compile um vasto banco de dados, refletindo as realidades econômicas de diferentes regiões e oferecendo uma visão detalhada dos gastos diários em escala global.
A constante atualização e a participação ativa da comunidade garantem que o ranking seja um recurso dinâmico e relevante para quem busca comparar custos de vida ou planejar mudanças para outros países.




