Combate às chamas e danos estruturais
A operação de controle do fogo exigiu o uso de aproximadamente 5 mil litros de água. Os bombeiros priorizaram os focos mais críticos, onde estavam concentrados itens como geladeira, fogão, camas e guarda-roupas, que foram severamente danificados pelo calor intenso.
O trabalho de rescaldo foi realizado para assegurar que não houvesse reignição das chamas. A ação rápida da equipe impediu que o fogo se propagasse para residências vizinhas ou atingisse a área de serviço e o quintal da propriedade, limitando os danos à estrutura interna da casa.
A ciência por trás da resistência do gesso
A preservação da imagem de Jesus Cristo, encontrada praticamente intacta no chão, gerou debates sobre possíveis causas físicas para o fenômeno. O professor Roberto Luz, do Departamento de Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI), esclareceu que a composição do material é o fator determinante.
O gesso, matéria-prima comum dessas esculturas, é um material não inflamável. O especialista explica que a estrutura química do gesso contém água, que é liberada em forma de vapor quando exposta a altas temperaturas. Esse processo absorve parte da energia térmica, retardando o aquecimento e protegendo a integridade da peça.
Distribuição irregular do calor no ambiente
Além da composição química, a dinâmica do incêndio contribui para que objetos específicos sobrevivam ao fogo. O professor Roberto Luz ressalta que o calor não se distribui de forma uniforme em um ambiente fechado durante uma combustão.
Fatores como a ventilação do local, a posição exata dos objetos e a proximidade com outros materiais inflamáveis criam zonas de proteção térmica. Isso explica por que, mesmo em um cenário de destruição generalizada, itens localizados em pontos específicos podem sofrer danos mínimos ou permanecer preservados enquanto o restante do mobiliário é consumido.





