O senador Jaques Wagner (PT) demonstrou forte indignação nesta quarta-feira (6) ao comentar a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Rádio Metropole, o parlamentar classificou o desfecho da sabatina como “absurdo” e afirmou que o ministro foi vítima de um processo de difamação injusto.
Para Wagner, o cenário foi moldado por motivações políticas que extrapolaram a competência técnica do indicado. O senador afirmou que “foi plantado um ódio” contra Messias, atribuindo a ele culpas que não possuía.
O líder do governo destacou que o Senado utilizou sua prerrogativa de forma indevida ao barrar o nome por questões alheias à função. Wagner apontou que houve uma articulação deliberada para responsabilizar o ministro por temas com os quais ele não tinha relação direta.
Jaques Wagner também aproveitou a oportunidade para rebater críticas internas e externas sobre sua condução no processo. O senador foi questionado sobre sua proximidade com Flávio Bolsonaro durante a sessão, fato que gerou desconforto em setores da base aliada.
Principais pontos da defesa de Wagner:
- Trabalho de articulação: O petista garantiu que trabalhou intensamente durante todo o processo para viabilizar a aprovação.
- Rejeição de culpa: Wagner classificou como “leviana” a tentativa de pessoas próximas de colocarem a derrota em sua conta pelo fato de ocupar a liderança do governo.
- Lealdade ao Presidente: “Eu devo satisfação a Lula”, disparou o senador, reforçando que sua atuação segue as diretrizes do Palácio do Planalto.
Ao finalizar, Wagner resumiu o momento atual do Congresso como “deplorável”, lamentando a forma como a indicação foi conduzida pelos seus pares.





