A Justiça Eleitoral da Bahia emitiu um alerta para combater uma desinformação que voltou a circular com força nas redes sociais. A alegação falsa sugere que mesários estariam votando no lugar de eleitores que não compareceram às seções eleitorais após o encerramento oficial do pleito, às 17 horas. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) esclarece que tal prática é tecnicamente impossível e juridicamente monitorada.
De acordo com o Código Eleitoral, o processo de votação é rigorosamente fiscalizado por representantes de partidos e entidades da sociedade civil. Na Bahia, a segurança é reforçada pelo alto índice de identificação biométrica, que já alcança 93% do eleitorado (mais de 10,4 milhões de pessoas). Sem o reconhecimento da digital ou a conferência presencial de documentos e dados sigilosos (como o ano de nascimento fornecido pelo próprio eleitor), a urna não é habilitada.
Por que a votação segue após às 17h? A legislação garante que todo eleitor que chegar à seção até o horário de encerramento e estiver na fila tem o direito de votar. Por isso, é comum e legal que urnas continuem registrando votos após o horário previsto. Isso não indica fraude, mas sim o cumprimento do fluxo de atendimento.
Mecanismos de transparência citados pelo TRE-BA:
- Zerésima: Relatório impresso antes do primeiro voto, provando que a urna está vazia.
- Boletim de Urna (BU): Documento público impresso logo após o encerramento, que permite a qualquer cidadão conferir o total de votos daquela seção.
- Registro de Log: Todas as operações de habilitação de voto ficam gravadas digitalmente, permitindo auditorias posteriores para identificar quem autorizou cada voto.
Em cidades como Santo Amaro, onde o engajamento político é intenso, a recomendação é que o cidadão verifique a fonte da notícia antes de compartilhar. A desinformação atenta contra a democracia e ignora as diversas camadas de segurança, como os testes públicos realizados por especialistas e instituições independentes.





