Influenciadores investigados em operação contra “Jogo do Tigrinho” movimentaram R$ 4 bilhões
Polícia Civil cumpre mandados contra 15 digital influencers envolvidos em esquema de jogos de azar
Resumo da notícia
- A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Desfortuna, que investiga um esquema criminoso de promoção ilegal de jogos de azar online, conhecido como “Jogo do Tigrinho”.
- A polícia cumpriu 31 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, além de prender em flagrante Maumau ZK, em Arujá (SP), após encontrarem uma pistola calibre 38 com numeração raspada em sua resi…
- Segundo as autoridades, os investigados fabricavam conteúdo com promessas de “lucros fáceis” para atrair seguidores às plataformas ilegais.
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou nesta quinta-feira (7) a Operação Desfortuna, que investiga um esquema criminoso de promoção ilegal de jogos de azar online, conhecido como “Jogo do Tigrinho”.
Ao todo, 15 influenciadores digitais figuram como alvos da ação. Eles incluem Maurício “Maumau ZK” Martins Junior, Bia Miranda, Jenny Miranda, Gato Preto, DJ Buarque, e outros nomes de destaque nas mídias sociais como Paola e Paulina de Ataíde, Tailane Garcia, Nayala Duarte, Lorrany Rafael, Vanessinha Freires, Mohammed MDM, Luiza Ferreira, e Micael dos Santos de Morais.
Mandados e prisão
A polícia cumpriu 31 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais, além de prender em flagrante Maumau ZK, em Arujá (SP), após encontrarem uma pistola calibre 38 com numeração raspada em sua residência.
Esquema criminoso
Segundo as autoridades, os investigados fabricavam conteúdo com promessas de “lucros fáceis” para atrair seguidores às plataformas ilegais. Além disso, há sinais de enriquecimento incompatível com renda declarada, incluindo ostentação de carros de luxo, viagens e imóveis de alto padrão. Relatórios do Coaf indicam movimentações suspeitas acima de R$ 4 bilhões.
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A investigação também apontou estrutura de organização criminosa, com funções distribuídas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada, o que sugere episódios de lavagem de dinheiro.
Sobre o autor
Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.




