A gestão do Terminal Rodoviário de Santo Amaro passará por uma reestruturação administrativa definitiva. A Prefeitura Municipal informou, por meio de um comunicado oficial publicado no Instagram, que não será mais a entidade responsável pela manutenção, operação e fiscalização do espaço público.
De acordo com o comunicado, o termo de cessão de uso que dava amparo legal para que a Prefeitura gerasse a rodoviária local perdeu a validade e não foi renovado. A administração municipal detalhou que decidiu, de forma voluntária e deliberada, não celebrar um novo acordo de cooperação, alegando ausência de previsão legal e dotação orçamentária específica para dar continuidade à prestação do serviço público sob a sua alçada direta.
Diante da decisão de desvinculação, o município formalizou uma notificação oficial à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA). No documento enviado, a Prefeitura solicita formalmente que o Governo do Estado da Bahia reassuma de imediato o controle patrimonial e operacional da rodoviária.
A princípio, a mudança restringe-se exclusivamente ao planejamento de governança e à responsabilidade fiscal do equipamento rodoviário. O poder público municipal não detalhou alterações imediatas na rotina de funcionamento diário do terminal, preservando — ao menos temporariamente — os horários vigentes das linhas de ônibus intermunicipais e os guichês de atendimento direto aos passageiros.
Apesar da justificativa burocrática apresentada pela gestão, a decisão gerou forte repercussão negativa entre os usuários do sistema de transporte. Nas redes sociais, moradores de Santo Amaro teceram duras críticas ao estado de conservação do local, relatando um cenário de abandono crônico. “A rodoviária está um descaso, sujo, com atendimento péssimo”, protestou um internauta. Outro comentário cita pouco investimento municipal em infraestrutura: “Essa cidade nunca vai se desenvolver! Ao invés de gastar com festas quase todo mês, poderia cuidar da infraestrutura. Nunca vi um lugar tão atrasado.”.




