Território quilombola em Cachoeira é reconhecido pelo Governo
Publicação do RTID garante segurança jurídica a 329 famílias no Recôncavo Baiano
Resumo da notícia
- O território quilombola do Calolé, Tombo e Imbiara, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, conquistou uma vitória histórica com a publicação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) no Diário Oficial da União.
- O relatório foi doado ao Incra pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018 e é considerado um marco no processo de reconhecimento das comunidades.
- As comunidades sobrevivem principalmente da agricultura de subsistência e de atividades extrativistas.
- Para os moradores, a publicação do RTID representa maior segurança jurídica e reforça a luta histórica ligada à ocupação dessas terras, que guardam forte relação com a produção de cana-de-açúcar na região.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

O território quilombola do Calolé, Tombo e Imbiara, em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, conquistou uma vitória histórica com a publicação do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) no Diário Oficial da União.
Após anos de luta pela regularização fundiária, 329 famílias quilombolas agora têm assegurados seus direitos sobre uma área de 1.266,8 hectares, que abrange 16 imóveis rurais e posses.
Como foi o processo
O relatório foi doado ao Incra pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018 e é considerado um marco no processo de reconhecimento das comunidades.
Apesar do avanço, os quilombolas ainda aguardam a titulação definitiva da terra, etapa final para garantir a posse plena dos territórios.
Importância para as famílias
As comunidades sobrevivem principalmente da agricultura de subsistência e de atividades extrativistas. Parte das famílias ainda depende do arrendamento de terras, o que reforça a importância da titulação para a autonomia econômica e social.
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Significado da conquista
Para os moradores, a publicação do RTID representa maior segurança jurídica e reforça a luta histórica ligada à ocupação dessas terras, que guardam forte relação com a produção de cana-de-açúcar na região.
A expectativa é que o reconhecimento sirva de exemplo e incentive a conclusão de outros processos de regularização fundiária ainda em andamento no Recôncavo.
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Sobre o autor
Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.





