Banco Central limita Pix e TED em fintechs não autorizadas a R$ 15 mil e antecipa prazo de regulamentação
Medida, que passa a valer imediatamente, busca reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional e combater lavagem de dinheiro via fintechs
Resumo da notícia
- Após operações policiais contra esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de fintechs, o Banco Central (BC) anunciou, nesta sexta-feira (5), medidas de reforço à segurança no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
- Outra mudança foi a antecipação do prazo para que instituições de pagamento solicitem autorização de funcionamento: de dezembro de 2029 para maio de 2026.
- As medidas vêm após operações conjuntas da Polícia Federal e do Ministério Público que identificaram o uso de fintechs provisórias para movimentar dinheiro de facções criminosas.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

Após operações policiais contra esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado por meio de fintechs, o Banco Central (BC) anunciou, nesta sexta-feira (5), medidas de reforço à segurança no Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Entre as mudanças, está a limitação em R$ 15 mil para transferências via Pix e TED realizadas por instituições de pagamento não autorizadas pelo BC e por empresas conectadas ao sistema via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI).
A regra entra em vigor de imediato.
Autorização antecipada
Outra mudança foi a antecipação do prazo para que instituições de pagamento solicitem autorização de funcionamento: de dezembro de 2029 para maio de 2026.
Segundo o BC, atualmente 75 instituições de pagamento ainda não fizeram o pedido de autorização, enquanto 40 empresas já aguardam análise.
“Nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização”, reforçou o Banco Central.
Se a autorização for negada, a empresa terá 30 dias para encerrar as atividades.
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Exigências adicionais
O BC também decidiu:
- Excluir cooperativas do papel de responsáveis pelo Pix em nome de instituições de pagamento. O prazo para adequação é de 120 dias.
- Impor capital social mínimo de R$ 15 milhões para PSTIs que queiram acessar a Rede do SFN, pela qual passam as transações bancárias.
Combate ao crime organizado
As medidas vêm após operações conjuntas da Polícia Federal e do Ministério Público que identificaram o uso de fintechs provisórias para movimentar dinheiro de facções criminosas. O Banco Central destacou que o objetivo é reduzir vulnerabilidades no sistema financeiro e elevar o padrão de segurança regulatória.
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Sobre o autor
Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.




