Quarta-feira, 28 de outubro de 2026 04:02
Economia

BNDES planeja investir R$ 50 bilhões em minerais críticos para impulsionar a economia

BNDES projeta investir R$ 50 bilhões em minerais críticos e diversifica carteira com foco em tecnologia, inovação e novos setores industriais.

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Reprodução Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estabeleceu como prioridade estratégica o fomento ao setor de minerais críticos. A instituição avalia atualmente 56 projetos distintos, com o objetivo de consolidar o Brasil como um player fundamental na cadeia de suprimentos global desses recursos essenciais para a transição energética e tecnológica.

Aposta estratégica em minerais críticos

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, detalhou a ambição da instituição durante a apresentação do balanço trimestral em São Paulo. Segundo o executivo, o banco projeta um aporte de até R$ 50 bilhões em investimentos e linhas de crédito voltadas especificamente para este segmento.

A iniciativa reflete uma mudança na política de alocação de recursos da entidade. O BNDES busca diversificar sua carteira, reduzindo a dependência de setores tradicionais e direcionando capital para áreas de alto valor agregado e impacto tecnológico.

Diversificação da carteira e novos setores

Além da mineração estratégica, o banco tem expandido sua atuação para mercados emergentes. Entre as novas frentes de investimento estão a indústria de fertilizantes, o desenvolvimento de bioinsumos para a agropecuária e o setor de mobilidade aérea avançada, popularmente conhecido como carro voador.

A instituição também mantém foco em parcerias estratégicas, como o apoio à Embraer, e na expansão de investimentos em inteligência artificial. Essa estratégia visa fortalecer a competitividade da indústria nacional diante das novas demandas globais.

Impactos do acordo entre Mercosul e União Europeia

Durante a coletiva, Aloizio Mercadante também avaliou o impacto do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio. O presidente do BNDES classificou o tratado como um avanço significativo para a integração econômica entre os blocos.

Para o dirigente, o acordo é uma ferramenta essencial para enfrentar o cenário de unilateralismo comercial que marca a economia global atual. O tratado é visto como uma oportunidade para estreitar laços comerciais e tecnológicos entre as nações sul-americanas e europeias, conforme detalhado pela Agência Brasil.

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