O mercado financeiro encerrou a semana com um movimento de alívio, marcado pela valorização da bolsa brasileira e pela queda da moeda estadunidense. O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,142, atingindo seu menor patamar em pouco mais de 10 dias, enquanto o Ibovespa avançou 1,85%, alcançando os 171.031,73 pontos. O cenário foi impulsionado por uma combinação de fatores externos e pela expectativa de investidores em relação ao ambiente econômico doméstico.
Desempenho do dólar e influência externa
O recuo de 1% na cotação do dólar nesta sexta-feira (21) reflete uma tendência global de enfraquecimento da divisa dos Estados Unidos. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, aproximou-se dos 98,856 pontos, atingindo o nível mais baixo em três meses. Esse movimento foi catalisado pelas expectativas em torno das operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro estadunidense, o que elevou a liquidez no mercado.
A melhora no apetite por ativos de risco favoreceu moedas de países emergentes, com o real figurando entre os destaques positivos do dia ao lado do peso chileno. O alívio cambial também se refletiu em outras moedas globais, como o euro e a libra esterlina, que alcançaram patamares significativos de valorização em relação aos últimos meses. Na semana, a moeda estadunidense acumulou uma queda de 1,53%.
Recuperação do Ibovespa na B3
O Ibovespa consolidou sua terceira alta consecutiva, fechando o pregão aos 171.031,73 pontos. Esse resultado representa uma recuperação importante após uma sequência de perdas registradas no início de agosto. Embora o índice ainda acumule uma queda de 3,91% no mês, o desempenho semanal foi positivo, com uma valorização de 2,45%.
O setor bancário desempenhou um papel fundamental na sustentação do índice durante a sessão. O mercado segue atento ao fluxo de capital estrangeiro, que registrou uma saída líquida de R$ 22 bilhões da bolsa brasileira até o dia 19 de agosto, conforme dados da B3, em um movimento que os investidores monitoram de perto para identificar sinais de reversão.
Tensão geopolítica e alta do petróleo
Enquanto o mercado financeiro celebrava o alívio cambial, o setor de energia operava sob pressão. O petróleo tipo Brent encerrou o dia cotado a US$ 94,39 por barril, uma alta de 0,65%. No acumulado da semana, a commodity registrou uma valorização expressiva de 6,6%, influenciada diretamente pelo impasse diplomático entre Estados Unidos e Irã.
As incertezas sobre o transporte de cargas através do Estreito de Ormuz e as restrições no Mar Vermelho mantêm o mercado em alerta. Com as negociações paralisadas, o temor de interrupções na oferta global de petróleo continua a sustentar os preços elevados, impactando as projeções de custos logísticos e energéticos em escala internacional.





