O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira (10) com um desempenho expressivo, impulsionado por um cenário de otimismo doméstico e influências externas. O Ibovespa registrou uma valorização de 2,97%, alcançando 177.866,37 pontos, o que representa o maior fechamento do índice desde 14 de maio. O movimento positivo foi acompanhado pela valorização do real, com o dólar encerrando a terceira sessão consecutiva de queda, cotado a R$ 5,108.
Inflação abaixo do esperado impulsiona o mercado
O principal catalisador para o otimismo dos investidores foi a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente a junho. Com uma alta de apenas 0,16%, o indicador oficial de inflação ficou abaixo das projeções do mercado, o que reforçou a expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa retomar o ciclo de cortes na taxa Selic já na reunião de agosto.
A redução dos juros básicos da economia é vista como um fator de estímulo para o mercado acionário, pois diminui o custo de financiamento das empresas e potencializa o valor presente dos lucros futuros. O impacto positivo foi imediato, resultando em um pregão onde apenas um dos 79 papéis que compõem o índice terminou o dia em terreno negativo.
Desempenho do Ibovespa e trajetória do dólar
O Ibovespa encerrou a semana com um ganho acumulado de 2,18%, consolidando uma sequência de três semanas de valorização. No acumulado de julho, o índice já registra um avanço de 3,40%, enquanto a alta no ano de 2026 atinge 10,39%. O volume financeiro movimentado na sessão somou R$ 24,99 bilhões, refletindo o apetite dos investidores por ativos de risco.
Paralelamente, o dólar à vista apresentou recuo de 0,31%, atingindo o menor valor de fechamento desde 16 de junho. A moeda estadunidense acumula queda de 6,94% no ano. O comportamento do real acompanhou a tendência de outras moedas de países emergentes, que se beneficiaram de um ambiente global mais favorável, apesar das incertezas geopolíticas ainda presentes no cenário internacional.
Tensões geopolíticas e o mercado de petróleo
No setor de commodities, o petróleo fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo, mesmo com a continuidade dos conflitos envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O barril do tipo Brent recuou 0,38%, sendo cotado a US$ 76,01, enquanto o WTI caiu 0,93%, para US$ 71,41. Apesar da retração diária, o Brent ainda acumula uma valorização semanal de 5,39%.
O mercado mantém o monitoramento constante sobre o Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento global de petróleo. Embora o tráfego de navios tenha diminuído, a rota permanece operacional, o que tem mitigado os receios de uma interrupção severa na oferta mundial da commodity. A situação segue como um ponto de atenção para os investidores nas próximas semanas.




