A produção industrial do Brasil apresentou um recuo de 0,2% na passagem de abril para maio, marcando o primeiro resultado negativo do setor desde dezembro de 2025. Os dados, que foram oficializados pela Pesquisa Industrial Mensal, apontam para uma desaceleração que frustrou as projeções do mercado, que esperava um desempenho positivo de 0,3% para o período, conforme boletim da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Análise do desempenho da indústria brasileira em maio
Apesar do resultado mensal negativo, o cenário no comparativo anual ainda apresenta resiliência, com uma expansão de 0,2% em relação a maio do ano anterior. No acumulado dos últimos doze meses, o setor mantém um saldo positivo de 0,4%. Atualmente, a indústria nacional opera 4,5% acima do patamar registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020, embora permaneça 13% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.
Setores que pressionaram a queda
O recuo de 0,2% foi influenciado majoritariamente por segmentos estratégicos que interromperam uma trajetória de cinco meses de crescimento. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registrou uma queda de 6,1%, impactado principalmente pela redução na produção de álcool etílico e gasolina. Paralelamente, as indústrias extrativas recuaram 2,6%, pressionadas pela menor extração de minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural.
Destaques positivos e resiliência setorial
Nem todos os segmentos acompanharam a tendência de baixa. O setor de produtos farmoquímicos e farmacêuticos destacou-se com um avanço expressivo de 13,1%. Além disso, a indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou alta de 4,1%, consolidando o quinto mês consecutivo de expansão, impulsionado pela fabricação de automóveis, caminhões e autopeças. O setor de produtos químicos também contribuiu positivamente, com crescimento de 3,1%.
Comportamento das categorias econômicas
Ao analisar as quatro grandes categorias econômicas, observa-se que apenas os bens de consumo duráveis conseguiram manter variação positiva, com alta de 3,6%. As demais categorias registraram retrações: os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,3%, enquanto os bens intermediários, essenciais para a cadeia produtiva, recuaram 0,4%. Por fim, a produção de bens de capital, que engloba máquinas e equipamentos, apresentou uma queda de 0,2% no período.




