O volume de operações realizadas via Pix apresentou uma retração de 10% logo após a publicação da Medida Provisória (MP) que vetou as apostas esportivas online no Brasil. Entre os dias 26 e 28 de setembro, o sistema registrou 608,6 milhões de transferências, um patamar abaixo da média observada nos quatro finais de semana anteriores.
Os dados, divulgados pelo Banco Central, referem-se à quantidade de transações processadas pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI). Embora a redução tenha ocorrido imediatamente após o anúncio oficial da proibição na sexta-feira (25), a autoridade monetária pondera que não é possível estabelecer, de forma isolada, uma relação direta de causa e efeito entre a norma e a diminuição das operações.
O levantamento aponta que a queda foi sentida em todos os três dias analisados. No sábado (26), o recuo foi de 11%, seguido por uma baixa de 12% no domingo (27) e de 7,4% na segunda-feira (28). Além do volume de transações, o montante financeiro movimentado também sofreu impacto, com uma redução acumulada de 15,5% no período, totalizando R$ 183,58 bilhões.
Contexto das transações via Pix
A Medida Provisória 1394 estabeleceu restrições severas à exploração e publicidade de apostas esportivas, um setor que movimentava volumes expressivos por meio de pagamentos instantâneos. O Banco Central, contudo, manteve uma postura cautelosa e não confirmou se a queda observada na rede bancária é um reflexo direto do encerramento das atividades dessas plataformas.
Especialistas do setor financeiro observam que o comportamento do consumidor pode ser influenciado por diversos fatores sazonais ou econômicos. A coincidência temporal entre a restrição legal e a oscilação nos números do Pix abre espaço para debates sobre o peso que o mercado de apostas exercia no volume total de transações diárias no país.




