Crise no fornecimento de energia após vendaval
Um forte vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na tarde de quarta-feira, dia 29 de julho, provocou um cenário de destruição e desabastecimento em diversas regiões da capital fluminense. A Light, distribuidora responsável pelo serviço na cidade, informou que cerca de 320 mil clientes ainda permanecem sem energia elétrica. No auge do evento climático, o impacto foi significativamente maior, atingindo aproximadamente 1,1 milhão de unidades consumidoras.
A companhia declarou que, com o trabalho contínuo das equipes em campo, houve uma redução de cerca de 70% no número de clientes afetados. Entre os bairros que registraram os maiores danos estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. A situação é agravada pela queda de 220 árvores, que atingiram diretamente a rede elétrica e obstruíram vias públicas.
Mobilização operacional e desafios na reconstrução
Para enfrentar a crise, a Light ampliou sua capacidade operacional, mobilizando mais de 2 mil funcionários para atuar nas ruas. O trabalho de recomposição da rede é classificado como complexo, exigindo a substituição de postes danificados e a remoção de vegetação que ainda permanece sobre a fiação. O monitoramento do sistema elétrico foi intensificado para garantir a segurança dos técnicos e a celeridade no restabelecimento do serviço.
Moradores relatam transtornos severos, que vão desde a perda de alimentos refrigerados até a impossibilidade de realizar atividades profissionais e o uso de elevadores. A falta de previsão precisa para o retorno da energia tem gerado frustração, com muitos clientes recebendo apenas mensagens automáticas dos canais de atendimento da concessionária. Em casos de emergência, a empresa orienta o contato via Agência Virtual, WhatsApp ou pelo número 0800-021-0196.
Impactos na região metropolitana e interior
Além da capital, a Enel, que atende as regiões metropolitana, serrana, dos lagos, norte, noroeste e sul fluminense, também enfrenta desafios. Até a manhã de quinta-feira, dia 30 de julho, a empresa havia normalizado o fornecimento para 83% dos clientes afetados, restando ainda cerca de 130 mil unidades sem luz, o que equivale a 4,2% de sua base total no estado.
A região Sul fluminense, compreendendo municípios como Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, foi a mais prejudicada. Nestes locais, a queda de árvores sobre rodovias dificultou o acesso das equipes técnicas aos pontos críticos. A Enel afirmou ter triplicado o número de profissionais em campo e realizado manobras remotas para agilizar a recuperação do sistema elétrico afetado pelos ventos.





