O Brasil alcançou um marco significativo em sua trajetória educacional ao registrar a menor taxa de analfabetismo de sua história entre a população adulta. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante um evento realizado em Fortaleza, no dia 24 de junho de 2026. Os dados, extraídos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação de 2025, indicam que o país possui atualmente 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não foram alfabetizadas, o que representa 4,9% da população nessa faixa etária.
Este índice representa o menor percentual da série histórica iniciada em 2016. Segundo o ministro, ao atingir esse patamar, o analfabetismo deixa de ser classificado como um problema estrutural no Brasil, conforme os parâmetros estabelecidos pela Unesco. O evento contou com a presença de autoridades como o senador Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas, que acompanharam o balanço das ações governamentais.
Impacto das políticas na Educação de Jovens e Adultos
O ministro atribuiu a queda nos índices de analfabetismo à retomada e ao fortalecimento das políticas voltadas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Após um período de estagnação que se arrastava desde 2019, o governo federal implementou estratégias de recomposição de matrículas a partir de 2023, com foco especial nas regiões Norte e Nordeste.
Os esforços resultaram em um incremento de 40 mil matrículas no ano anterior em comparação aos períodos precedentes. Essa mobilização, segundo o Ministério da Educação, foi fundamental para reverter a tendência de exclusão escolar e garantir que jovens e adultos retornassem ao ambiente de aprendizado, refletindo diretamente na redução dos números de não alfabetizados.
Melhoria simultânea em indicadores de desempenho escolar
Além da redução do analfabetismo, o país registrou melhorias inéditas em três indicadores cruciais para a qualidade do ensino básico. O abandono escolar apresentou uma queda de 61% no comparativo acumulado desde 2022, enquanto a reprovação escolar foi reduzida em 62% em todo o território nacional, impulsionada por um maior engajamento dos estudantes.
Outro avanço relevante foi a diminuição de 28% no índice de distorção idade-série, que mede o volume de alunos que cursam séries incompatíveis com sua faixa etária. O ministro destacou que esses resultados foram alcançados sem comprometer a qualidade pedagógica, sendo fruto de uma série de investimentos estratégicos, incluindo a expansão das escolas em tempo integral e a implementação da estratégia nacional de Escolas Conectadas.
O papel do programa Pé-de-Meia na frequência escolar
Entre as iniciativas federais, o programa Pé-de-Meia foi apontado como o principal motor para a melhora desses índices. A política de incentivo financeiro, voltada aos estudantes do ensino médio público, está diretamente atrelada à frequência escolar, o que tem garantido que os jovens permaneçam em sala de aula com maior assiduidade e foco.
O governo também enfatizou o aumento da complementação da União no Fundeb, que recebeu um aporte superior a R$ 40 bilhões. Com o maior orçamento da história da pasta, o Ministério da Educação sustenta que o conjunto de ações integradas tem sido o diferencial para a transformação dos indicadores educacionais brasileiros.




