Desempenho de licenciaturas Ead é 53,1% inferior em avaliação do MEC

Dados do MEC apontam que 53,1% dos alunos de licenciatura EaD tiveram desempenho insuficiente no Enade 2025. Governo extingue cursos 100% a distância.

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Avaliação revela disparidade no desempenho acadêmico

Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira (20) expuseram um cenário crítico para a formação de professores no Brasil. Em 2025, 53,1% dos estudantes concluintes de cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância (EaD) apresentaram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.

O levantamento comparativo aponta que os alunos de cursos presenciais obtiveram resultados significativamente superiores. Segundo o balanço, 73,9% dos concluintes do ensino presencial foram classificados como proficientes, demonstrando domínio adequado das competências exigidas em suas respectivas áreas de atuação.

Medidas regulatórias e o fim do modelo EaD puro

Diante dos resultados, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou uma mudança estrutural na oferta de cursos. A pasta determinou que todos os cursos de licenciatura ofertados exclusivamente na modalidade a distância serão extintos até maio de 2027, sendo obrigatória a transição para formatos presenciais ou semipresenciais.

A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, reforçou que as novas avaliações funcionam como marcos divisores para a fiscalização. O objetivo é estabelecer parâmetros claros de qualidade, garantindo que o diploma entregue à sociedade corresponda a um nível real de proficiência técnica e pedagógica.

Monitoramento sistemático da qualidade

Cursos que registraram conceitos 1 e 2 no Enade, considerados insatisfatórios, passarão por um acompanhamento rigoroso. A Portaria MEC nº 381/2025 estabelece um regime de monitoramento durante um período de transição de dois anos, visando a correção de rumos e a melhoria dos indicadores de qualidade.

Além disso, a renovação automática de reconhecimento de cursos foi suspensa. A partir de agora, as instituições deverão passar por avaliações in loco para garantir que a oferta educacional esteja alinhada às diretrizes nacionais, evitando a continuidade de modelos que não atinjam o rendimento satisfatório dos estudantes.

Desempenho por categoria administrativa

O balanço do Enade também destacou a liderança das instituições públicas nos indicadores de proficiência. Os dados mostram uma clara divisão entre os resultados das redes de ensino:

  • Pública federal: 75,9% de proficiência.
  • Pública estadual: 73,3% de proficiência.
  • Comunitárias: 70,8% de proficiência.
  • Privadas: 46,5% de proficiência.

Para mais detalhes sobre os indicadores, consulte os resultados oficiais do Inep.

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