Avaliação revela disparidade no desempenho acadêmico
Dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na quarta-feira (20) expuseram um cenário crítico para a formação de professores no Brasil. Em 2025, 53,1% dos estudantes concluintes de cursos de licenciatura na modalidade de educação a distância (EaD) apresentaram desempenho insuficiente no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.
O levantamento comparativo aponta que os alunos de cursos presenciais obtiveram resultados significativamente superiores. Segundo o balanço, 73,9% dos concluintes do ensino presencial foram classificados como proficientes, demonstrando domínio adequado das competências exigidas em suas respectivas áreas de atuação.
Medidas regulatórias e o fim do modelo EaD puro
Diante dos resultados, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou uma mudança estrutural na oferta de cursos. A pasta determinou que todos os cursos de licenciatura ofertados exclusivamente na modalidade a distância serão extintos até maio de 2027, sendo obrigatória a transição para formatos presenciais ou semipresenciais.
A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Marta Abramo, reforçou que as novas avaliações funcionam como marcos divisores para a fiscalização. O objetivo é estabelecer parâmetros claros de qualidade, garantindo que o diploma entregue à sociedade corresponda a um nível real de proficiência técnica e pedagógica.
Monitoramento sistemático da qualidade
Cursos que registraram conceitos 1 e 2 no Enade, considerados insatisfatórios, passarão por um acompanhamento rigoroso. A Portaria MEC nº 381/2025 estabelece um regime de monitoramento durante um período de transição de dois anos, visando a correção de rumos e a melhoria dos indicadores de qualidade.
Além disso, a renovação automática de reconhecimento de cursos foi suspensa. A partir de agora, as instituições deverão passar por avaliações in loco para garantir que a oferta educacional esteja alinhada às diretrizes nacionais, evitando a continuidade de modelos que não atinjam o rendimento satisfatório dos estudantes.
Desempenho por categoria administrativa
O balanço do Enade também destacou a liderança das instituições públicas nos indicadores de proficiência. Os dados mostram uma clara divisão entre os resultados das redes de ensino:
- Pública federal: 75,9% de proficiência.
- Pública estadual: 73,3% de proficiência.
- Comunitárias: 70,8% de proficiência.
- Privadas: 46,5% de proficiência.
Para mais detalhes sobre os indicadores, consulte os resultados oficiais do Inep.




