A partilha dos bens deixados por Edson Arantes do Nascimento, o eterno Pelé, segue sob acompanhamento da Justiça de São Paulo. O processo envolve a gestão de um patrimônio robusto, composto por imóveis de alto padrão, investimentos financeiros e uma extensa propriedade rural no interior do estado.
A administração desses ativos é conduzida pelos herdeiros, que seguem as diretrizes deixadas pelo ex-jogador em vida. O objetivo é garantir a manutenção dos bens e o cumprimento rigoroso das disposições testamentárias, equilibrando a gestão financeira com a preservação do legado histórico do maior ídolo do futebol mundial.
O inventário abrange diversos itens de valor, como apartamentos na capital paulista, salas comerciais e uma mansão no litoral. Além dos bens físicos, os sucessores também gerenciam os direitos de imagem e royalties, que continuam a gerar receitas por meio de contratos globais com empresas de tecnologia, videogames e marcas esportivas.
Divisão do patrimônio e inventariantes
A sucessão foi planejada de forma detalhada pelo Rei do Futebol. Conforme o testamento, 30% dos bens foram destinados à viúva, Márcia Aoki, incluindo a residência principal do casal no litoral paulista. Os 70% restantes são divididos entre os filhos e netos do ex-atleta.
A condução do inventário passou por mudanças desde o início do processo. Após a renúncia de Edinho Nascimento, que ocupava a posição de inventariante, a responsabilidade foi assumida por Flávia Christina Kurtz Arantes do Nascimento, conforme apontado por informações divulgadas pelo portal g1.
O futuro da fazenda no Vale do Ribeira
Um dos pontos de maior atenção no espólio é a propriedade rural de 700 hectares, situada entre os municípios de Juquiá e Registro. O local, que serviu como refúgio particular de Pelé entre as décadas de 1980 e 1990, possui vastas áreas de Mata Atlântica e infraestrutura agropecuária.
Devido aos altos custos de manutenção, os herdeiros avaliam o destino do imóvel. As alternativas em discussão incluem a venda do complexo para investidores do agronegócio ou a transformação da área em um espaço de conservação ambiental, garantindo a preservação da natureza presente no terreno.
Gestão profissional da marca Pelé
Além da parte imobiliária, a família mantém uma estrutura corporativa dedicada à proteção e exploração comercial da marca. Esse braço administrativo é responsável por analisar propostas de licenciamento e parcerias, garantindo que o nome do ex-jogador seja utilizado de forma ética e alinhada à sua trajetória.
A cautela na gestão visa impedir associações inadequadas, mantendo o valor histórico e cultural do legado de Pelé. Essa centralização das decisões permite que os herdeiros controlem o fluxo de receitas provenientes de produções audiovisuais e contratos internacionais, assegurando a longevidade dos ganhos financeiros.





