O empresário Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master, tornou-se alvo de atenção pública após investigações apontarem o uso de seu jato particular por figuras políticas de destaque. Relatos indicam que a aeronave teria sido utilizada pelo senador Flávio Bolsonaro para retornar dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro de 2025, além de ter servido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O modelo em questão é um Legacy 650, uma aeronave executiva reconhecida pelo alto padrão de conforto e pela capacidade de realizar voos de longa distância, como o trecho entre Miami e Rio de Janeiro, sem necessidade de paradas para reabastecimento.
Com 26 metros de comprimento e 21 metros de envergadura, o jato é projetado para atingir velocidades de até 850 km/h e operar em altitudes de 41 mil pés. Sua autonomia de voo chega a 6.780 km, sendo equipado com um dos maiores compartimentos de bagagem em sua categoria, além de um interior sofisticado com volume interno de 46,7 metros cúbicos.
Contexto das investigações sobre o Banco Master
O nome de Daniel Vorcaro ganhou destaque no cenário jurídico devido a apurações da Polícia Federal que investigam possíveis irregularidades financeiras. As suspeitas envolvem operações do Banco Master, instituição que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025.
A decisão do órgão regulador foi fundamentada em uma crise de liquidez severa e no descumprimento de normas do sistema financeiro. Desde então, a Polícia Federal tem aprofundado as investigações sobre o grupo, apurando denúncias de lavagem de dinheiro, fraudes e o uso indevido de recursos públicos.
Defesa nega irregularidades
Em meio ao processo, a defesa de Vorcaro tem refutado as acusações. Em depoimentos prestados às autoridades, o empresário sustentou que a instituição possuía solvência e que o colapso foi motivado estritamente por problemas de liquidez. Sobre as operações com o Banco de Brasília (BRB), seus representantes afirmaram que todos os procedimentos foram técnicos e passaram por auditorias rigorosas, conforme reportado pela Folha de S.Paulo.





