A Livraria da Travessa, localizada em Botafogo, no Rio de Janeiro, foi palco de uma noite dedicada à literatura no dia 12 de agosto. O evento celebrou o lançamento da obra de ficção Quando as Árvores Sangraram, escrita em parceria por Solly Segenreich e Eliane Camolesi. A ocasião reuniu convidados, amigos e familiares em um coquetel que também destacou a dimensão visual do projeto.
A trama entre o Ciclo da Borracha e o Marrocos
A narrativa transporta o leitor para a Amazônia durante o auge do Ciclo da Borracha, explorando as profundas transformações sociais e econômicas que marcaram as cidades de Belém e Manaus. A trama, contudo, expande suas fronteiras geográficas ao conectar o passado brasileiro com o Marrocos no ano de 2026, período em que Rabat detém o título de Capital Mundial do Livro, concedido pela UNESCO.
Colaboração criativa e ilustrações
O processo de escrita foi marcado por uma divisão técnica de funções. Segundo Solly Segenreich, ele ficou encarregado de estruturar o esqueleto da história, enquanto Eliane Camolesi foi responsável por dar corpo e profundidade à narrativa. A obra ganha contornos visuais através das 46 ilustrações assinadas pela multiartista Maureen Miranda, que teve parte de seu trabalho exposto durante o lançamento.
Trajetória dos autores na literatura
O livro marca a estreia de Eliane Camolesi na ficção. Com mais de 30 anos de experiência em redações de veículos como TV Globo e GloboNews, a jornalista utiliza sua expertise em construção de narrativas e perfis para desenvolver a psicologia dos personagens. Atualmente, ela atua como ghostwriter, focando em histórias de vida.
Solly Segenreich, aos 80 anos, traz para o romance sua bagagem como engenheiro aeronáutico formado pelo ITA e doutor pela Universidade de Stanford. O autor, que também é empresário do setor têxtil, já havia explorado sua trajetória pessoal na autobiografia Locomotiva dos Sonhos. Em seu novo trabalho, ele integra elementos de sua história familiar e o interesse pela imigração judaica ao enredo ficcional.





