O ator Marco Nanini, um dos nomes mais respeitados da teledramaturgia brasileira, é conhecido por sua discrição em relação à vida pessoal. Longe dos holofotes, ele mantém uma união estável e duradoura com o produtor Fernando Libonati, um relacionamento que se estende por quase quatro décadas e se destaca por uma particularidade: o casal reside em casas separadas, porém vizinhas.
Aos 78 anos, Nanini compartilha abertamente a felicidade e a vitalidade que encontra nessa parceria, que transcendeu as convenções e se fortaleceu ao longo do tempo, baseada em amizade e respeito mútuo.
A trajetória de um relacionamento duradouro
A história de Marco Nanini e Fernando Libonati teve início de forma despretensiosa em um boteco no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Na época, Libonati cursava odontologia, mas o convívio com o artista o levou a mudar os rumos de sua carreira profissional.
Atualmente, além de parceiro na vida, Fernando Libonati é o responsável pela produção dos espetáculos estrelados por Nanini, consolidando uma parceria que se estende tanto no âmbito pessoal quanto profissional. O ator descreveu a união como um casamento feliz, que passou por diversas etapas e hoje se baseia em uma grande amizade e uma união estável formalizada.
Nanini ressalta a importância da presença de Fernando em seu cotidiano, destacando o carinho e a atenção que recebe. Essa dinâmica, segundo ele, é uma fonte de “fogo”, vitalidade e motivação para o trabalho.
A peculiaridade da vida a dois em moradias vizinhas
Um dos aspectos mais curiosos da relação de Marco Nanini e Fernando Libonati é a escolha de morarem em casas separadas, embora vizinhas. Essa configuração, revelada pelo ator em uma entrevista, foi adotada desde o início do relacionamento e se mantém como uma “cláusula” da união.
Para facilitar a convivência e o trânsito dos animais de estimação, uma abertura foi criada para ligar os terrenos dos dois imóveis. Nanini explicou que essa autonomia, onde cada um tem suas “companheiras”, nunca representou um problema para o casal.
Abertura sobre sexualidade: da juventude ao posicionamento público
Apesar de ter abordado abertamente sua sexualidade com o público apenas em 2011, Marco Nanini tratou do assunto em casa ainda na adolescência. Ele recorda ter tido uma conversa franca com os pais, aos 16 ou 17 anos, sobre sua orientação sexual.
Mesmo com o choque inicial da família, Nanini afirmou que não enfrentou problemas significativos e sentiu a responsabilidade de ser honesto com eles. Ao longo de sua trajetória profissional, o ator nunca sentiu pressão para ocultar sua orientação sexual, afirmando que nunca a escondeu.
A decisão de falar publicamente sobre o tema em 2011 foi motivada por um episódio de violência homofóbica contra jovens em São Paulo. Chocado com a brutalidade do ataque, Nanini sentiu a necessidade de se posicionar e expressar sua indignação contra o preconceito e a ignorância. O caso gerou grande repercussão e impulsionou debates sobre direitos LGBT+.
O legado de Marco Nanini na teledramaturgia brasileira
Com uma carreira que atravessa décadas, Marco Nanini é um dos pilares da teledramaturgia, do teatro e do cinema brasileiros. Seu talento inigualável o levou a imortalizar diversos personagens em produções que marcaram gerações. Entre seus trabalhos mais notáveis na televisão, destacam-se:
- Pecado Capital (1975)
- A Moreninha (1975)
- Gabriela (1975)
- O Todo Poderoso (1979)
- Elas por Elas (1982)
- Brega & Chique (1987)
- Pedra sobre Pedra (1992)
- Dona Flor e Seus Dois Maridos (1998)
- A Grande Família (2001-2014)
- Êta Mundo Bom! (2016)
- Deus Salve o Rei (2018)





