Com uma trajetória consolidada por mais de duas décadas de sucesso, o cantor Maurício Manieri guarda um item especial que simboliza o início de sua vocação artística. O músico preserva em seu estúdio um piano que recebeu de presente ainda na infância, instrumento que foi fundamental para o despertar de seu talento e formação técnica.
A conexão entre o artista e o instrumento começou muito cedo. Relatos indicam que, entre os cinco e seis anos de idade, Manieri ganhou o piano que se tornaria seu companheiro inseparável de estudos. O músico, que na infância chegou a ser considerado um prodígio, aprendeu a ler partituras quase simultaneamente ao processo de alfabetização escolar.
O piano não apenas serviu como base para seus estudos clássicos, mas também moldou sua sensibilidade musical. Ao longo dos anos, o artista integrou influências de grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina, Chico Buarque e Pixinguinha, em sua bagagem cultural, elementos que transparecem em sua identidade artística até hoje.
Transição da engenharia para a música
A decisão de seguir carreira profissional na música exigiu coragem do artista. Manieri chegou a cursar Engenharia Química e trabalhou em uma multinacional antes de optar integralmente pela arte. A mudança de planos, segundo relatos, não foi inicialmente bem recebida pela família, mas consolidou o caminho que o levaria ao sucesso em 1998, com o lançamento de seu álbum de estreia.
O piano como protagonista nos palcos atuais
Mesmo após quase três décadas de estrada, o instrumento continua sendo o centro de suas apresentações. Na turnê Classics – Tour Inesquecível, o cantor mantém o piano como elemento central, unindo seus grandes sucessos, como “Bem Querer” e “Minha Menina”, a clássicos da música internacional. A presença constante do piano em seus shows reforça que a relíquia de infância não é apenas uma peça de decoração, mas a base de sua performance artística.
Para o artista, a música é uma paixão inegociável. Em entrevistas, ele reforça que não consegue visualizar sua existência sem a arte, mantendo viva a mesma chama que sentiu ao tocar as primeiras notas ainda criança. O legado de seu aprendizado clássico segue sendo o diferencial que define a qualidade técnica de seu trabalho atual.





