O cantor Netinho faleceu nesta terça-feira, 13, aos 60 anos, enquanto estava internado em uma unidade hospitalar de Salvador, na Bahia. O artista enfrentava desde 2025 um tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, quadro que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
A confirmação do falecimento foi feita pela assessoria de imprensa do músico por meio de suas redes sociais. Em respeito à vontade do cantor, a família optou por realizar o velório e a cremação em cerimônias reservadas, restritas a amigos próximos e parentes, sem a divulgação de locais ou horários específicos.
Com uma trajetória marcada por sucessos que definiram o axé music, o legado artístico de Netinho segue protegido pela legislação brasileira. O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) informou que os herdeiros do cantor terão direito ao recebimento dos valores referentes aos direitos autorais de suas obras por um período de 70 anos, conforme estabelece a Lei 9.610/98.
Sucessos e arrecadação de direitos autorais
O Ecad destacou a relevância do repertório do artista, listando as canções mais executadas nos últimos cinco anos. Entre os destaques estão “Milla”, “Menina”, “Bate lata”, “O Fim de semana”, “Perae”, “Preciso de Você”, “Gostoso demais”, “Capricho dos Deuses”, “Estrela primeira” e “Beijo na boca”. Os valores arrecadados pela execução pública dessas faixas continuarão sendo distribuídos aos herdeiros e eventuais parceiros de composição.
Trajetória artística e vida pessoal
Nascido em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Netinho iniciou sua caminhada na música ainda jovem. Aos 14 anos, ganhou seu primeiro violão e, durante a faculdade de Engenharia Civil, começou a se apresentar em bares com um repertório voltado à MPB e bossa nova.
O reconhecimento nacional veio em 1988, ao assumir os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. O sucesso da música “Beijo na Boca” impulsionou sua carreira, que se consolidou com o lançamento de “Milla” em 1996, já em sua fase solo. Além da música, o artista também atuou como empresário, mantendo um estúdio de gravação no Rio de Janeiro. Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade, fruto de seu casamento com a jornalista Mariana Trindade, com quem foi casado entre 1997 e 2003.





