O mercado financeiro brasileiro apresentou um movimento de recuperação nesta quarta-feira, impulsionado pela redução das tensões no Oriente Médio. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,003, registrando uma queda de 0,74%, enquanto o Ibovespa avançou 1,77%, atingindo 177.355,73 pontos. O otimismo dos investidores foi sustentado por sinais de progresso nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, que aliviaram as preocupações sobre o fornecimento global de energia.
Impacto do cenário geopolítico no câmbio
A trajetória da moeda norte-americana ao longo do dia foi marcada pela volatilidade, com a cotação atingindo R$ 5,05 nas primeiras horas da manhã antes de seguir em trajetória de queda. O alívio nas tensões em torno do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, foi o principal catalisador para a valorização do real frente ao dólar.
Dados do Banco Central reforçaram o cenário positivo ao apontarem uma entrada líquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial durante a semana passada. Esse movimento, concentrado no canal financeiro, contribuiu para que a moeda acumulasse uma queda de 1,27% na semana, embora ainda apresente uma leve alta de 1% no acumulado de maio.
Recuperação do Ibovespa e desempenho setorial
Após enfrentar três sessões consecutivas de perdas, a bolsa brasileira retomou o fôlego e registrou seu maior avanço diário desde 8 de abril. O índice chegou a superar a marca de 178 mil pontos, refletindo uma melhora no apetite global por risco e o desempenho positivo das bolsas em Nova York, que reagiram à expectativa de balanços corporativos e à estabilização dos juros nos títulos do Tesouro estadunidense.
O setor de mineração e o varejo foram os principais responsáveis pela sustentação do índice. Destaque para a CSN Mineração, que subiu 10,29%, e para a Lojas Renner, com valorização de 7,77%. Em contrapartida, as ações da Petrobras sofreram pressão negativa, com recuos de 3,85% nos papéis ordinários e 3,23% nos preferenciais, em decorrência direta da queda nos preços do petróleo.
Queda acentuada nos preços do petróleo
O mercado de commodities sentiu o impacto imediato da distensão política. O petróleo tipo Brent encerrou o dia com queda de 5,62%, cotado a US$ 105,02 o barril, enquanto o WTI recuou 5,7%, fechando a US$ 98,26. A retomada do fluxo marítimo de superpetroleiros no Estreito de Ormuz foi o fator determinante para essa correção nos preços.
Apesar da queda expressiva, analistas ponderam que os valores do barril permanecem em patamares elevados. A cautela permanece no radar dos investidores, que seguem monitorando qualquer sinal de instabilidade na região, conforme detalhado em reportagem da Agência Brasil.




