A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi detida pela Polícia Civil em meio a uma apuração que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro. O inquérito aponta que a figura pública teria movimentado valores expressivos, levantando questionamentos das autoridades sobre a origem dos recursos e a conformidade com as declarações prestadas ao fisco.
Conforme os dados obtidos pela investigação, entre 2018 e 2022, os créditos em contas bancárias associadas à influenciadora somaram cerca de R$ 7,6 milhões. No entanto, apenas R$ 577 mil foram devidamente informados à Receita Federal, gerando um alerta sobre a discrepância entre os valores movimentados e as declarações oficiais.
Volume financeiro sob análise das autoridades
O foco principal da apuração recai sobre o período entre 2022 e 2024, no qual as movimentações financeiras atribuídas a Deolane Bezerra teriam atingido a marca de R$ 43 milhões. Segundo a Polícia Civil, a evolução patrimonial apresentada é considerada incompatível com as fontes de renda lícitas identificadas até o momento.
Além das contas pessoais, o relatório aponta que empresas ligadas à influenciadora teriam circulado quantias ainda maiores. A suspeita dos investigadores é de que estruturas empresariais tenham sido utilizadas para movimentar recursos sem origem clara, configurando uma engrenagem financeira complexa que está sendo detalhada através de quebras de sigilo bancário e fiscal.
Contexto da operação e posicionamento da defesa
A operação policial, que teve início em 2019, também alcançou outros investigados, incluindo pessoas ligadas a lideranças do PCC. A ação busca desarticular o que os agentes descrevem como um esquema estruturado de lavagem de ativos, que envolve a circulação de grandes volumes de dinheiro por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas.
Em nota, a defesa de Deolane Bezerra sustenta a inocência da influenciadora e afirma que provará a legalidade de todas as suas atividades financeiras. Os advogados entraram com pedidos de habeas corpus e solicitaram a conversão da prisão em domiciliar, fundamentando o pedido na existência de uma filha menor de idade que depende dos cuidados da mãe, conforme reportado pelo portal G1.




