Uma ação conjunta das forças de segurança da Bahia resultou na prisão de uma mulher que estava foragida da Justiça após receber condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável. O mandado de prisão definitiva foi integralmente cumprido nesta segunda-feira (8), no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
A prisão é decorrente de crimes de natureza sexual praticados na própria cidade de Lauro de Freitas contra um adolescente que tinha apenas 13 anos de idade à época em que ocorreram os fatos. Com o trânsito em julgado da ação penal, quando não cabem mais recursos ao processo, a Justiça baiana determinou o recolhimento da acusada para o cumprimento imediato da pena de 12 anos e 3 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.
De acordo com o relatório das investigações policiais, os abusos sexuais ocorreram de forma reiterada e sistemática ao longo de vários meses. O caso ganhou contornos ainda mais graves porque os atos de violência sexual foram praticados por uma pessoa que se aproveitava do fato de manter uma relação direta de confiança e proximidade familiar ou social com a vítima. As apurações técnicas também apontaram que o adolescente sofria agressões físicas constantes e maus-tratos, elementos que agravaram severamente a situação de vulnerabilidade do jovem.
A ação foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), através da Delegacia de Proteção ao Turista (DELTUR), com o apoio da Coordenação de Inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Bahia (FICCO/BA) e do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual (BPRV).
Logo após ter a sua prisão formalizada em Lauro de Freitas, a mulher foi conduzida pelas equipes e apresentada na sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), em Salvador, para a adoção de todas as medidas e registros legais obrigatórios. Na sequência, ela foi devidamente transferida para uma unidade do sistema prisional baiano, onde permanece custodiada e inteiramente à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento de sua pena.




