O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por um procedimento cirúrgico no ombro nesta sexta-feira (1º), em Brasília, marcando a 14ª intervenção em um período de oito anos. Este extenso histórico médico reflete as consequências de um atentado sofrido em 2018 e uma série de complicações subsequentes que exigiram repetidas hospitalizações e cirurgias.
A mais recente operação, focada em uma lesão no manguito rotador, adiciona um novo capítulo à trajetória de saúde do ex-presidente, que tem sido acompanhada de perto pela opinião pública e pela imprensa. As intervenções variam desde procedimentos complexos relacionados a ferimentos abdominais até tratamentos para condições crônicas como o soluço refratário.
Um extenso histórico de intervenções cirúrgicas
Desde o ataque a faca durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), o ex-presidente foi submetido a 14 cirurgias. Desse total, dez estão diretamente ligadas às sequelas do ferimento abdominal e às complicações que surgiram de procedimentos cirúrgicos posteriores. Além dessas, houve também uma internação para tratar um quadro de pneumonia, evidenciando a fragilidade de sua saúde em diversos momentos.
A recorrência de internações e cirurgias tem sido uma constante na vida de Bolsonaro nos últimos anos, exigindo acompanhamento médico contínuo e impactando sua rotina. Cada procedimento, seja ele de grande ou pequena complexidade, representa um momento de atenção e preocupação para sua equipe e apoiadores.
Complicações e procedimentos recentes para soluço crônico
Entre as condições que demandaram atenção médica, o ex-presidente sofre com o soluço refratário, ou crônico. Esta condição pode ser debilitante, causando refluxo e, em casos graves, a entrada de substâncias nas vias respiratórias, como ocorreu na madrugada de 13 de março. O soluço persistente pode indicar problemas subjacentes e exige tratamento específico para evitar complicações maiores.
Para tratar essa condição, Bolsonaro passou por três cirurgias mais recentes em dezembro de 2025. No dia 25 de dezembro, foi realizada uma herniorrafia inguinal bilateral, um procedimento para corrigir duas hérnias na região da virilha. As duas intervenções seguintes, em 27 e 29 de dezembro, tiveram como objetivo bloquear o nervo frênico – primeiro o direito e depois o esquerdo – na tentativa de reduzir as crises de soluço, que impactavam significativamente sua qualidade de vida.
A cirurgia atual no manguito rotador
O procedimento mais recente, realizado nesta sexta-feira (1º), focou no manguito rotador e em lesões associadas. Acredita-se que essas lesões tenham sido causadas por uma queda sofrida pelo ex-presidente em janeiro, enquanto ele estava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Lesões no manguito rotador são comuns e podem causar dor e limitação de movimento, exigindo intervenção cirúrgica para reparo.
A cirurgia de Bolsonaro, segundo apuração da CNN Brasil, tinha uma previsão de duração de aproximadamente três horas. O ex-presidente chegou à unidade hospitalar no início da manhã de sexta-feira. Por volta das 6h, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) informou nas redes sociais que já estava a caminho do hospital para acompanhar o procedimento.
Logística e segurança durante a internação
A internação do ex-presidente em Brasília mobilizou um esquema de segurança especial. A Polícia Militar (PM) atuou na escolta de Bolsonaro até o Hospital DF Star, garantindo sua segurança e a ordem no trajeto. A operação contou com o apoio estratégico do Centro de Inteligência da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) e do 1º Comando de Policiamento Regional da PMDF, demonstrando a atenção dedicada à sua presença na unidade de saúde.





