Câmara articula redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

Câmara dos Deputados articula PEC para reduzir jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso remunerado.

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Douglas Gomes / CD Presidência
Douglas Gomes / CD Presidência

Câmara articula redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou nesta quarta-feira (13) que as articulações políticas em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim da escala 6×1 convergem para uma nova diretriz nacional. O texto em discussão prevê a redução da jornada máxima de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais, mantendo a integridade dos salários dos trabalhadores.

O consenso foi alcançado após uma série de reuniões que envolveram representantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares e integrantes da Comissão Especial da Câmara. A medida visa consolidar a escala 5×2, garantindo dois dias de descanso remunerado, uma demanda que ganhou tração após as mobilizações do Dia do Trabalhador, em 1º de maio.

Ajustes legislativos e o papel das convenções coletivas

Além da alteração constitucional, a proposta busca fortalecer o papel das convenções coletivas. O objetivo é permitir que acordos diretos entre empresas e categorias profissionais definam particularidades operacionais específicas de cada setor econômico, conferindo maior flexibilidade à implementação das mudanças.

Para complementar a PEC, o governo federal decidiu acelerar a tramitação de um projeto de lei complementar, enviado com pedido de urgência constitucional. Este instrumento servirá para regulamentar pontos específicos de diversas categorias e harmonizar a legislação trabalhista vigente com as novas diretrizes que serão estabelecidas pela emenda.

Cronograma de votação e próximos passos

A Comissão Especial, que analisa as propostas dos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton — que originalmente pleiteavam a redução para 36 horas —, agendou para o dia 27 de maio a votação do parecer do relator Leo Prates. Caso o texto seja aprovado na comissão, a matéria seguirá para o plenário da Câmara já no dia 28 de maio.

O governo federal mantém o foco na aprovação das mudanças ainda em 2026, sem a previsão de um período de transição, o que permitiria a aplicação imediata das novas regras. Após a tramitação na Câmara, a proposta ainda precisará ser submetida à apreciação do Senado Federal para concluir seu ciclo legislativo. Mais informações sobre o processo podem ser acompanhadas no portal oficial da Câmara dos Deputados.

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