O deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS) protocolou, nesta terça-feira (5), o projeto de lei 2174/2026, que estabelece o salário mínimo no valor de 100 mil reais. A iniciativa, segundo o parlamentar, funciona como uma crítica direta à proposta de fim da escala 6×1, pauta que tem ganhado força no Congresso Nacional e conta com o apoio de setores do governo federal.
salário: cenário e impactos
A lógica por trás do projeto de lei
Além de fixar o montante inicial, o texto da proposta prevê correções anuais de, no mínimo, 50% sobre o valor nominal. Contudo, a própria seção de Justificação do documento admite que a medida possui um caráter de ironia e posicionamento político, servindo como um contraponto ao debate legislativo atual.
O parlamentar argumenta que a proposição surge em um cenário onde o Congresso, sob influência de partidos de extrema e com respaldo do Executivo, estaria ignorando critérios técnicos. Segundo Marcon, a decisão de apresentar o texto é uma forma de questionar a viabilidade econômica de pautas que, em sua visão, carecem de estudos de impacto financeiro.
Críticas ao debate sobre a jornada de trabalho
O projeto mira especificamente a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), principal articuladora da proposta que busca extinguir a escala 6×1. O deputado do PL alega que, ao defender a mudança para o regime 5×2 sem redução salarial, a parlamentar e seus apoiadores estariam ignorando a necessidade de análises técnicas rigorosas.
Em suas redes sociais, Mauricio Marcon reforçou o tom irônico da medida. Ele declarou que, se a população deseja o que classificou como “impossível”, o projeto seria uma resposta à altura para demonstrar a suposta falta de fundamentação técnica nas promessas políticas atuais.
Tramitação e contexto da escala 6×1
A proposta original, que visa instituir a escala 5×2 como o novo regime mínimo de trabalho, segue em tramitação no Poder Legislativo. O texto já avançou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e agora passa por análise em uma comissão especializada.
O debate sobre a jornada de trabalho permanece como um dos temas centrais na agenda do parlamento brasileiro. Para acompanhar o andamento oficial das proposições, é possível consultar o portal da Câmara dos Deputados, onde todos os projetos de lei são registrados e disponibilizados para consulta pública.





