Relator da PEC do fim da escala 6×1 defende texto focado em viabilidade política
O deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 na Câmara dos Deputados, buscou distanciar o debate de disputas ideológicas. Em declaração recente, o parlamentar enfatizou que o texto final não deve ser interpretado como um reflexo de polarizações partidárias, mas sim como uma construção técnica voltada à aprovação e ao benefício direto do trabalhador.
Segundo o relator, o foco central é garantir que a proposta tenha viabilidade política para avançar no Congresso Nacional. Ao ser questionado sobre a influência de figuras políticas no projeto, Leo Prates afirmou que a redação terá a marca de Hugo Motta (Republicanos-PB), ressaltando a necessidade de um consenso que permita avanços reais sem que o projeto seja barrado durante a tramitação legislativa.
Desafios da comissão especial na Câmara
A comissão especial, que conta com a presidência de Alencar Santana (PT-SP), iniciou seus trabalhos com o objetivo de analisar as propostas de mudança na jornada de trabalho. O grupo enfrenta o desafio de equilibrar as demandas dos trabalhadores com as preocupações do setor produtivo, buscando um texto que preserve o emprego e a renda.
O cronograma estabelecido pelo colegiado prevê a votação do parecer até o final de maio. O relator reforçou que, embora sua concepção ideológica priorize a proteção do trabalhador, o trabalho de redação será cuidadoso para mitigar possíveis danos ao ambiente de negócios, mantendo o compromisso de não reduzir os salários atuais.
Análise técnica e convergência de propostas
O debate na Câmara dos Deputados engloba diferentes textos, incluindo as propostas dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que já haviam sido debatidas na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). O relator possui a prerrogativa de seguir uma das linhas apresentadas ou redigir um novo documento que sintetize as melhores práticas de cada sugestão.
Além das PECs, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei em caráter de urgência para reduzir a jornada de trabalho. A medida é vista por analistas como uma estratégia para acelerar a discussão sobre o tema. Entre as principais propostas em análise, destacam-se a transição para a escala 4×3, a redução progressiva da jornada semanal para 36 horas ao longo de uma década e a fixação de 40 horas semanais com dois dias de descanso.
Para acompanhar o desenrolar das discussões legislativas, o portal CNN Brasil mantém a cobertura detalhada sobre o impacto das propostas no mercado de trabalho brasileiro.





