Um vereador de 54 anos e um comerciante de 29 anos foram presos durante a Operação Peculatus, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (11), em Manoel Vitorino. A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão domiciliar.
A investigação apura o desvio e a comercialização de dezenas de caixas d’água doadas pelo Governo Federal, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a uma entidade de classe do município.
Outro vereador é flagrado com arma ilegal
Durante a operação, um segundo parlamentar, de 41 anos, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. A arma foi localizada durante busca na residência de uma terceira investigada, uma mulher de 27 anos, e pertencia ao vereador.
Caso começou com denúncia anônima em janeiro
As investigações tiveram início após denúncia anônima recebida em 17 de janeiro deste ano. Na ocasião, equipes da Polícia Civil recuperaram, em Poções, 41 caixas d’água avaliadas em cerca de R$ 120 mil, doadas pela Codevasf. Dois homens, de 29 e 32 anos, já haviam sido presos em flagrante por receptação qualificada.
Vereador teria pedido para apagar identificação das caixas
Segundo o delegado Marcus Vinícius, titular da Delegacia Territorial de Poções (DT/Poções) e responsável pela Operação Peculatus, os dois homens presos em janeiro relataram, em interrogatório, ter adquirido cinco caixas d’água de um vereador do município.
“Segundo os relatos, a negociação ocorreu dias antes da apreensão. O parlamentar também teria solicitado que os nomes e as identificações existentes nas caixas fossem apagados. Parte dos equipamentos já apresentava sinais de adulteração”, afirmou o delegado.
Ainda conforme os depoimentos citados pelo delegado, as demais caixas d’água seriam distribuídas a moradores do distrito de Salgado, em Manoel Vitorino, indicados pelo vereador.
Medidas cautelares foram deferidas pela Justiça
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil representou pelas medidas cautelares, deferidas pelo Poder Judiciário e cumpridas durante a Operação Peculatus.
A ação foi realizada de forma integrada pelas Delegacias Territoriais de Poções e Manoel Vitorino, pela Delegacia de Homicídios de Vitória da Conquista (DH/Vitória da Conquista) e pelos Grupos de Apoio Tático às Investigações (Gattis) da 9ª e da 10ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins de Jequié e Vitória da Conquista).





