A Bahia deve registrar mais de 42 mil novos diagnósticos de câncer durante o ano de 2026, de acordo com projeções do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Diante do crescimento dos indicadores oncológicos no estado, a capital baiana se tornará o centro de discussões científicas da América Latina sobre diagnósticos e novas tecnologias médicas.
Entre os dias 12 e 15 de agosto, o Centro de Convenções de Salvador, localizado na Boca do Rio, receberá simultaneamente o 35º Congresso Brasileiro de Patologia e o 28º Congresso Brasileiro de Citopatologia. Os eventos, promovidos pela Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e pela Sociedade Brasileira de Citopatologia (SBC), devem reunir mais de mil profissionais de saúde, além de 160 palestrantes nacionais e 44 especialistas vindos do exterior.
A programação científica abordará a aplicação de inteligência artificial, patologia digital, medicina de precisão e a utilização de biomarcadores para o rastreamento precoce de neoplasias malignas. Entre os destaques confirmados está a médica Laura Collins, docente da Universidade Cornell e especialista em patologia mamária, que apresentará atualizações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento de câncer de mama.
O presidente da SBP, Gerônimo Jr., ressaltou que a conferência promoverá a discussão de estudos práticos e o intercâmbio de conhecimento entre os pesquisadores.
“Teremos diversos formatos para compartilhar os avanços mais recentes da especialidade, como palestras, mesas-redondas, sessões interativas e seminários digitais de lâminas”, destacou.
Do total de diagnósticos previstos para a Bahia em 2026, quase 31 mil são de tumores malignos, excluindo o câncer de pele não melanoma. As incidências mais frequentes no território baiano incluem tumores de próstata, mama, cólon e reto, estômago, pulmão, colo do útero e cavidade oral.





