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Saúde

Saúde digital na Bahia: uma década de transformação tecnológica no SUS

Artigo científico detalha a transformação digital da saúde na Bahia entre 2015 e 2024, destacando a integração de dados e o fortalecimento do SUS.

2 min de leitura
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Reprodução Ba

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) alcançou um reconhecimento científico relevante ao ter sua trajetória de modernização tecnológica documentada na revista Ciência & Saúde Coletiva. O artigo detalha uma década de avanços, compreendida entre 2015 e 2024, período em que o estado priorizou a integração de dados e a substituição de processos manuais por soluções digitais robustas.

A estratégia de modernização e a integração de dados

O estudo, intitulado “Transformação Digital na Saúde da Bahia, Brasil: uma década de modernização e integração de dados”, demonstra que a tecnologia foi utilizada como um instrumento estratégico para a gestão pública. O objetivo central foi reduzir a fragmentação das informações e fortalecer o SUS em um estado marcado por grande extensão territorial e diversidade regional.

Um marco fundamental desse processo foi a criação da Rede Estadual de Dados em Saúde (REDS), em 2017. Esta iniciativa permitiu a centralização de informações dos pacientes em um único repositório, garantindo maior interoperabilidade entre os sistemas da rede estadual e agilidade no atendimento.

Impacto operacional e alcance dos sistemas

Os números registrados até 2024 refletem a dimensão da transformação digital baiana. A REDS consolidou sua presença em 53 unidades de saúde, contando com mais de 19 mil profissionais cadastrados e um banco de dados que supera 15,6 milhões de pacientes registrados.

Além da REDS, a implementação do AGHUse — sistema de gestão hospitalar e prontuário eletrônico — permitiu a integração de processos assistenciais e administrativos. A infraestrutura atual da SESAB é composta por:

  • 231 sistemas internos implantados;
  • 440 painéis de Business Intelligence (BI);
  • 700 abas de análise de dados;
  • 230 colaboradores dedicados à saúde digital.

Indicadores de maturidade e gestão baseada em evidências

Para monitorar a evolução tecnológica, a secretaria desenvolveu o Indicador de Modernização Digital. Esta ferramenta avalia quatro pilares essenciais: conectividade, infraestrutura, suporte técnico e sistemas. O resultado aponta um índice médio de 76% de maturidade digital nas unidades avaliadas, com destaque para as 25 policlínicas regionais, que atingiram a marca de 100% de modernização.

Esses recursos permitem que a gestão pública tome decisões orientadas por evidências clínicas, administrativas e financeiras. A experiência da Bahia alinha-se às diretrizes da Estratégia de Saúde Digital para o Brasil, reforçando o compromisso com a proteção de dados e a ética no tratamento das informações.

Desafios futuros para a saúde pública

Embora os avanços sejam significativos, o artigo aponta que o trabalho continua. Os próximos anos serão focados na ampliação da inclusão digital, no fortalecimento da governança de dados e na integração mais profunda entre os diferentes níveis de atenção, com foco especial na atenção primária.

Ao documentar essa década de progresso, a Bahia se posiciona como referência nacional na aplicação de tecnologia para a melhoria do cuidado. A saúde digital, portanto, consolida-se como uma ponte essencial entre a gestão pública, os profissionais de saúde e o cidadão.

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