O aguardado júri popular dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, que deveria ter início nesta segunda-feira (27) no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi oficialmente adiado. A decisão foi proferida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza após pedidos da defesa de um dos réus.
O adiamento fundamentou-se em questões técnicas e processuais. Segundo a magistrada, o processo, que teve início de forma física em 2014, passou recentemente pela transição para o sistema digital. Além disso, um dos acusados constituiu uma nova equipe de advogados, que alegou não ter tido tempo hábil para acessar medidas cautelares específicas dentro do novo formato do processo.
Com a nova decisão, o julgamento foi remarcado para os dias 17, 18 e 19 de junho.
Relembre o caso Geovane
O crime ocorreu em 2 de agosto de 2014. Geovane Mascarenhas foi abordado por uma guarnição da PM enquanto pilotava sua motocicleta. Os policiais Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira respondem por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima), além de roubo qualificado. À exceção de Jailson, todos também são réus por ocultação de cadáver.
O caso ganhou repercussão nacional após o pai da vítima, Jurandy Santana, realizar uma investigação por conta própria para localizar o filho e obter as imagens de câmeras de segurança que flagraram a abordagem policial, desmentindo versões iniciais.





