O policial militar Othon Carlos Ramos retornou a Conceição do Coité na manhã desta quarta-feira (20). Esta foi a primeira vez que o agente, preso desde 22 de fevereiro de 2025, retornou ao município após sua detenção no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas. O militar é apontado como o principal suspeito da execução do advogado Elido Ernesto Reyes Junior, ocorrida em 11 de fevereiro de 2025.
A presença do policial na cidade foi motivada por uma diligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha. O objetivo era realizar a reconstituição de um Auto de Resistência registrado em 11 de abril de 2024, no Distrito de Bandiaçu, ocorrência na qual o militar também estava em serviço. Othon compareceu à Delegacia Territorial, mas optou por não participar ativamente da reprodução simulada dos fatos.
A dinâmica do crime e as evidências técnicas
A prisão preventiva do policial permanece mantida com base em elementos colhidos durante as investigações. Um vídeo de monitoramento, que registrou o momento do assassinato do advogado, mostra um indivíduo de capacete estacionando uma motocicleta modelo Biz atrás do veículo da vítima antes de efetuar os disparos. A análise pericial incluiu a comparação de vestimentas, como tênis e camisa, com itens de uso cotidiano do suspeito.
Além das evidências visuais, informações extraoficiais indicam que a motocicleta utilizada na ação criminosa teria sido identificada como propriedade de uma pessoa ligada ao policial. O procedimento de reconstituição, embora focado em outro caso, faz parte de um esforço contínuo das autoridades para confrontar elementos do inquérito e esclarecer as circunstâncias das mortes investigadas.
Mobilização popular e apoio ao militar
A movimentação em frente à delegacia local revelou um cenário atípico para casos de grande repercussão. Enquanto a investigação aponta para o envolvimento do agente em um crime grave, um grupo expressivo de familiares e amigos se concentrou na unidade policial para demonstrar solidariedade. O público presente realizou manifestações de apoio, com abraços e palavras de incentivo ao militar.
Grupos de apoio têm utilizado as redes sociais para questionar a solidez das provas apresentadas contra o policial, alegando a inexistência de elementos concretos para a manutenção da prisão. Após os trâmites legais na delegacia, o militar retornou ao local onde permanece custodiado, aguardando os próximos desdobramentos da Justiça. Mais detalhes sobre o andamento dos processos podem ser acompanhados na fonte oficial Calila Notícias.




