Estudantes de medicina de todo o Brasil participam, neste domingo (13), da aplicação do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2026. A avaliação tem como objetivo central medir o nível de aprendizado dos graduandos e analisar a qualidade dos cursos de medicina oferecidos pelas instituições de ensino superior no país.
As provas ocorrem simultaneamente em todos os estados e no Distrito Federal. Os locais de aplicação, que foram definidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), podem ser consultados pelos candidatos diretamente no cartão de confirmação de inscrição, disponível no portal oficial do exame.
Para auxiliar os participantes, o Inep disponibilizou o manual Enamed – Da Matriz de Referência ao Resultado do Participante. O material detalha aspectos técnicos e pedagógicos, explicando desde a elaboração das questões por docentes até os critérios utilizados para o cálculo das notas e a definição do desempenho dos alunos.
Entendendo a avaliação e o desempenho
O conceito atribuído aos cursos não é uma média simples das notas individuais. Ele é calculado com base no percentual de estudantes concluintes que atingem o nível de proficiência. A escala varia de 1 a 5, sendo que o conceito 5 é alcançado quando 90% ou mais dos alunos são considerados proficientes. Para esta edição, o ponto de corte para a proficiência foi fixado em 60 pontos.
Cursos que apresentarem menos de dez concluintes presentes ao exame não receberão conceito, sendo classificados como “Sem Conceito” (SC). Apenas estudantes regularmente inscritos e com presença confirmada integram o cálculo oficial do Inep.
Impactos na carreira médica
O Enamed ganha um papel estratégico na formação profissional. A partir de 2027, o exame passará a ser aplicado semestralmente de forma obrigatória. Além de avaliar a qualidade do ensino, o desempenho na prova será utilizado como critério em processos seletivos de residência médica, como o Exame Nacional de Residências (Enare).
A medida está alinhada à política integrada estabelecida pela Medida Provisória n° 1370/2026. Conforme as novas diretrizes, o rendimento satisfatório no exame será um requisito necessário para que o recém-formado possa solicitar o registro profissional junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM), etapa indispensável para o exercício da medicina no Brasil.





