Conhecida pelo público brasileiro desde a infância, Gabriella Saraivah, hoje aos 22 anos, trilha um caminho diferente daquele que muitos imaginam. Após brilhar em produções como Avenida Brasil e Chiquititas, a artista decidiu mudar-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, aos 15 anos. Longe dos holofotes constantes da televisão brasileira, ela enfrenta os desafios reais da vida de imigrante enquanto busca conciliar seus sonhos profissionais com a necessidade de subsistência.
A transição para o exterior não foi marcada apenas pelo glamour. Nos primeiros anos, a falta de um visto de trabalho impôs limitações severas à família, que precisou se reinventar para arcar com o alto custo de vida na região do Condado de Orange. Gabriella destaca que a realidade dos brasileiros no exterior é frequentemente romantizada, escondendo as dificuldades financeiras e a necessidade de realizar diversas funções para se manter.
Para equilibrar as contas, a jovem acumulou experiências em diferentes frentes. Além de atuar como influenciadora digital, ela trabalhou como babá, motorista de aplicativos de entrega e, mais recentemente, dedicou-se à terapia comportamental para pessoas no espectro autista. Essa rotina intensa de trabalho pesado é, segundo ela, uma forma de garantir estabilidade diante da natureza instável da carreira artística.
Formação acadêmica e novos horizontes
Além do trabalho, a educação tornou-se um pilar fundamental na vida de Gabriella. Em 2025, ela celebrou sua aprovação na University of California, Irvine (UCI), uma das instituições de maior prestígio nos Estados Unidos. A escolha pelo curso de Psicologia não foi por acaso: ela enxerga na disciplina uma ferramenta valiosa para compreender o comportamento humano, o que, segundo ela, enriquece sua capacidade interpretativa como atriz.
Persistência na carreira artística
Apesar da dedicação aos estudos e a outras profissões, a atuação continua sendo uma paixão presente. Gabriella mantém-se ativa em testes e cursos, buscando espaço no competitivo mercado americano. Ela admite que, como atriz latina, sente a necessidade de se esforçar dobradamente para conquistar oportunidades, enfrentando barreiras como a exigência de atuações sem sotaque.
Mesmo com a vida estruturada na Califórnia, a artista mantém o desejo de retornar ao Brasil para projetos pontuais. Ela reforça que continua disponível para produções nacionais e que aceitaria prontamente convites para novelas, caso a oportunidade permitisse uma estadia temporária no país onde iniciou sua trajetória de sucesso.





