Aos 32 anos, Isabelle Drummond marca um momento de transição significativa em sua trajetória artística. Após um hiato de sete anos longe das novelas, a atriz retorna ao horário nobre da TV Globo com um desafio inédito: interpretar Naiane, a vilã da trama Coração Acelerado. O papel, descrito como uma “agropaty” influenciadora, representa uma mudança de tom em relação às mocinhas que consolidaram sua carreira desde a infância.
A estreia na vilania e a conexão com o universo sertanejo
O convite para integrar o elenco de Coração Acelerado partiu do diretor artístico Carlos Araújo e da autora Izabel de Oliveira. A confiança mútua entre a atriz e a equipe criativa foi o fator determinante para o aceite do projeto. Isabelle Drummond destaca que a personagem Naiane permite explorar novas facetas dramáticas, fugindo dos arquétipos de heroína que marcaram seus trabalhos anteriores.
Para compor a “Princesinha do Cerrado”, a atriz mergulhou profundamente na cultura e na gastronomia de Goiás. O processo de preparação incluiu uma imersão no universo sertanejo, que acabou se tornando um interesse pessoal para a artista. Ela relata que a experiência em solo goiano foi tão marcante que passou a integrar hábitos locais, como o consumo de iguarias regionais, em seu cotidiano no Rio de Janeiro.
Equilíbrio entre a fama e a vida privada
Diferente de sua personagem, que busca visibilidade constante nas redes sociais e lida com o escrutínio das páginas de fofoca, Isabelle Drummond mantém uma postura reservada. A atriz, que cresceu sob os holofotes, afirma que a discrição é uma característica natural de sua personalidade. Ela encara a exposição digital como uma ferramenta de diálogo com o público, mas reforça a importância de preservar sua intimidade.
Ao longo dos anos, a artista desenvolveu uma relação orgânica com a fama, evitando crises e focando no autoconhecimento. Ela explica que o tempo afastada da televisão foi essencial para compreender seu ofício e amadurecer escolhas profissionais. Esse período de pausa, intensificado por reflexões durante a pandemia, permitiu que ela explorasse novas frentes criativas fora da atuação tradicional.
Novos caminhos na produção e direção
A fase longe das novelas não significou um afastamento do trabalho, mas sim uma diversificação de interesses. Isabelle Drummond revelou um forte desejo pela produção e direção, áreas que passou a explorar com maior dedicação. Um exemplo desse novo momento é o curta-metragem Blossom, que obteve reconhecimento em festivais internacionais, como o Los Angeles Brazilian Film Festival.
Além da direção, a atriz tem se engajado em projetos de impacto social. Ela esteve à frente da campanha baseada no livro Agressão: A Escalada da Violência Doméstica no Brasil, da jornalista Ana Paula Araújo. Para a artista, utilizar seu espaço de influência para dar voz a temas urgentes e educativos é uma parte fundamental de sua missão como profissional, reforçando seu compromisso com causas que visam a transformação social.
Para mais detalhes sobre a trajetória da atriz, acesse o portal oficial da CARAS.




