O Príncipe Harry encontra-se novamente no centro de uma polêmica internacional que coloca em xeque sua atuação em causas filantrópicas. O duque, de 41 anos, enfrenta uma crescente pressão pública para renunciar ao seu cargo no conselho da African Parks, organização dedicada à conservação ambiental no continente africano, devido a graves denúncias de violações de direitos humanos.
A controvérsia gira em torno da gestão de parques nacionais, onde a entidade atua. O vínculo de Harry com a instituição é de longa data, tendo ele ocupado a presidência da organização por seis anos antes de integrar o conselho administrativo em 2023. A situação tornou-se crítica após novos relatos apontarem abusos cometidos por guardas florestais ligados à entidade na República do Congo.
Denúncias recorrentes de violações de direitos humanos
As acusações ganharam força através da Survival International, organização que monitora a defesa de direitos indígenas. Segundo a entidade, os abusos não são episódios isolados, mas parte de um padrão preocupante de violência contra comunidades locais, especificamente o povo Baka, que habita regiões próximas ao Parque Nacional de Odzala-Kokoua.
Este cenário de crise levou, anteriormente, à abertura de uma investigação independente conduzida pelo escritório de advocacia Omnia Strategy. Em maio de 2025, a própria African Parks reconheceu publicamente a existência de incidentes envolvendo violações de direitos humanos, expressando pesar pelo sofrimento causado às vítimas e comprometendo-se com a implementação de medidas corretivas.
Conflito sobre o apoio contínuo do duque
Apesar das promessas de reforma interna, a Survival International sustenta que os problemas persistem. A organização criticou duramente a participação recente do Príncipe Harry em um evento de arrecadação de fundos realizado no Arizona, nos Estados Unidos, cujo objetivo era angariar cerca de US$ 1 bilhão para a causa ambiental.
Líderes da comunidade Baka relataram que a violência continua sendo uma realidade cotidiana em suas terras. A diretora da Survival International, Caroline Pearce, classificou como ultrajante o apoio contínuo do duque à instituição, argumentando que a associação de seu nome legitima uma entidade cujos agentes estariam envolvidos em atos de agressão contra populações vulneráveis.
Impacto na imagem e responsabilidade institucional
A permanência de Harry no conselho da African Parks coloca em evidência o desafio de figuras públicas em equilibrar o ativismo ambiental com a responsabilidade ética sobre as operações das organizações que representam. A pressão por uma postura mais incisiva do duque reflete a crescente demanda por transparência e prestação de contas no setor de conservação global.
Para mais detalhes sobre o histórico da organização e as investigações em curso, consulte a cobertura da Hello Magazine. Até o momento, o impasse entre a necessidade de preservação ambiental e a proteção dos direitos humanos fundamentais permanece sem uma solução definitiva que satisfaça as partes envolvidas.




