Sexta-feira, 30 de outubro de 2026 03:53
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Rui Costa sobe o tom contra ACM Neto e associa gestão do União Brasil a indicadores negativos em Salvador

Rui Costa criticou duramente ACM Neto em entrevista, citando alta mortalidade infantil e falhas na educação infantil em Salvador após 16 anos de gestão do grupo.

2 min de leitura
Rui costa em entrevista à Rádio Metrópole
Foto: Diego Mascarenhas

O cenário político baiano subiu de temperatura nesta segunda-feira (27) com as declarações contundentes do ex-governador e atual pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT). Em entrevista à rádio Metrópole, o petista direcionou ataques diretos ao ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), classificando o grupo opositor como um representante de práticas políticas superadas.

“O que está envelhecido na política é essa lógica de oligarquia e de herdeiros do poder”, afirmou Rui, ao criticar a perpetuação de famílias tradicionais no comando.

Para rebater as críticas que o grupo de Neto tem feito ao governo de Jerônimo Rodrigues, Rui Costa recorreu a indicadores sociais da capital. O ex-ministro destacou que, após 16 anos de hegemonia do grupo do União Brasil na Prefeitura de Salvador, os resultados na saúde são alarmantes.

“Depois de 16 anos governando Salvador, a cidade é a terceira pior capital em mortalidade infantil”, disparou, associando o dado à “péssima assistência pré-natal” na rede municipal.

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Rui costa em entrevista à Rádio Metrópole
Foto: Diego Mascarenhas

Rui também questionou a gestão financeira da capital, mencionando a venda de ativos públicos. “Venderam os terrenos valiosos, mas o dinheiro não foi para educação”, declarou, citando o baixo desempenho da cidade em rankings de educação infantil. Ele ainda ironizou o projeto “Pé na Escola”, criado na gestão de Neto, afirmando que a iniciativa “mais parece o pontapé na educação”.

Na reta final da entrevista, o petista associou o grupo adversário a escândalos recentes e investigações da Polícia Federal.

“É o mesmo grupo que coloca o ‘Rei do Lixo’ na executiva nacional do partido”, afirmou, reforçando que o modelo político da oposição “despreza a população mais pobre e se sustenta em velhas práticas”.

As declarações sinalizam um acirramento precoce da disputa eleitoral de 2026 no estado. Para o ex-ministro, os casos reforçam críticas ao modelo político que, segundo ele, “despreza a população mais pobre e se sustenta em velhas práticas”.

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Sobre o autor

Magno Araujo Repórter

Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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