Idosa de Brasília é presa por injúria racial contra PM em Salvador
Turista de 74 anos afirmou ser "superior" devido à cor da pele durante abordagem no Largo de Santana; mulher aguarda audiência de custódia
Resumo da notícia
- Uma turista brasiliense de 74 anos foi presa em flagrante pelo crime de injúria racial na noite desta terça-feira (21), no Rio Vermelho, em Salvador.
- De acordo com informações da Polícia Civil da Bahia, a mulher questionou os agentes sobre o uso de armamentos de grosso calibre, como fuzis.
- A acusada ainda comparou Salvador com Brasília, alegando que na capital federal "só tinha branco" e que não haveria necessidade de policiamento armado.
- Na unidade policial, a idosa negou as acusações e utilizou um argumento comum em casos de discriminação, afirmando que não poderia ser racista por possuir ascendência negra.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

Uma turista brasiliense de 74 anos foi presa em flagrante pelo crime de injúria racial na noite desta terça-feira (21), no Rio Vermelho, em Salvador. O incidente ocorreu no Largo de Santana, quando a idosa abordou uma guarnição da Polícia Militar da Bahia (PMBA) que realizava patrulhamento preventivo na região.
De acordo com informações da Polícia Civil da Bahia, a mulher questionou os agentes sobre o uso de armamentos de grosso calibre, como fuzis. Ao ser informada de que o equipamento garantia a segurança pública, a idosa proferiu ofensas de cunho racial contra um policial de 23 anos, afirmando ser “superior” a ele por possuir a pele branca.
A acusada ainda comparou Salvador com Brasília, alegando que na capital federal “só tinha branco” e que não haveria necessidade de policiamento armado. Diante das ofensas, o militar deu voz de prisão imediata. O caso foi registrado inicialmente na Central de Flagrantes, nos Barris, e a idosa foi transferida para a Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (DEATI).
Na unidade policial, a idosa negou as acusações e utilizou um argumento comum em casos de discriminação, afirmando que não poderia ser racista por possuir ascendência negra. Segundo o Código Penal Brasileiro, a injúria racial é um crime imprescritível e inafiançável, equiparado ao racismo, com pena que pode variar de dois a cinco anos de reclusão.
A mulher permanece custodiada e deve passar por uma audiência de custódia nesta quarta-feira (22).
☀️ InstantBA da Manhã
As notícias mais importantes da Bahia no seu e-mail, todo dia às 06:00. Grátis.
Sobre o autor
Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.





