A Polícia Civil da Bahia deu início, na madrugada desta quarta-feira (4), a uma megaoperação para combater a violência desenfreada entre torcidas organizadas na capital. Batizada de Operação Bandeira Branca, a ofensiva mira integrantes de grupos envolvidos em um ataque selvagem ocorrido no dia 17 de janeiro de 2026, na Avenida São Rafael, onde vítimas foram cercadas e agredidas com socos, chutes e armas brancas por uma multidão de torcedores.
As ordens judiciais, que incluem mandados de prisão temporária, busca e apreensão e internação de menores, estão sendo cumpridas em diversos bairros de Salvador — como Itapuã, Pau da Lima, Pirajá e Mussurunga — além das cidades de Feira de Santana e São Félix. A sede de uma das torcidas organizadas em Salvador também é alvo de buscas rigorosas por parte dos agentes.
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A identificação dos criminosos foi um trabalho de alta precisão conduzido pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Com o suporte do Departamento de Polícia Técnica (DPT), a polícia utilizou softwares de comparação facial automatizada para analisar imagens registradas durante a confusão em janeiro, cruzando dados para localizar cada agressor.
- Força-Tarefa: A operação mobiliza unidades de elite como a CORE, o DEIC e o DENARC, além do apoio especializado do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), da Polícia Militar.
- Foco no Clássico: A data da operação não é por acaso. O objetivo é desarticular núcleos violentos antes da grande final entre Bahia e Vitória, marcada para este sábado (7), garantindo que o clima de guerra fique longe da Arena Fonte Nova e das ruas da cidade.



