A manhã desta quarta-feira (11) marca o início de uma ofensiva coordenada para libertar o setor de serviços essenciais na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O Ministério Público da Bahia (MPBA), através do Gaeco, em conjunto com as Polícias Civil (Denarc) e Militar, deflagrou a Operação Território Livre. O foco é desarticular uma organização criminosa que exercia controle territorial e econômico sobre a prestação de serviços de internet em Dias D’Ávila.
Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari. A investigação revela que o grupo agia como um “Estado paralelo”, utilizando ameaças, intimidações e cobranças ilícitas contra provedores locais, ferindo a livre concorrência e o direito da população de escolher seu fornecedor de sinal.
A hierarquia do crime digital
As investigações, que contaram com suporte de inteligência do Denarc, descrevem uma estrutura altamente organizada e impiedosa:
- Liderança Foragida: O chefe do esquema é um indivíduo com diversos mandados de prisão em aberto. Mesmo foragido, ele dita as regras, autoriza atos de violência e coordena o esquema à distância.
- Núcleo Operacional e Financeiro: Integrantes subordinados eram responsáveis por transmitir as ameaças às vítimas, realizar as cobranças ilegais de “taxas” e gerenciar a movimentação financeira que sustenta a facção.
- Conivência no Setor: A polícia apura o envolvimento de profissionais e empresas do próprio ramo de internet que estariam repassando lucros à organização em troca de “exclusividade” forçada em determinadas áreas.
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O nome “Território Livre” simboliza a intenção das autoridades de retomar áreas onde o crime organizado impedia o funcionamento regular de serviços públicos e privados. A operação contou com o apoio de unidades de elite da Polícia Militar:
- Apolo: Batalhão de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos.
- Gêmeos: Batalhão de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos.
- Rondesp RMS: Patrulhamento Tático da Região Metropolitana.
O material apreendido, que inclui celulares e documentos, será analisado pelo Gaeco para identificar outros envolvidos e rastrear o caminho do dinheiro extorquido dos empresários do setor de tecnologia.


