São Paulo (SP), Uma cena de extrema violência chocou os agentes do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, na madrugada deste sábado (28). O detento Washington Ramos Brito, de 31 anos, foi brutalmente assassinado e decapitado dentro de uma das celas da unidade. Washington havia sido preso há poucos dias, em 25 de fevereiro, sob a suspeita de ter cometido um crime que causa forte rejeição no sistema carcerário: o assassinato da própria mãe.
De acordo com informações divulgadas pelos portais Metrópoles e BNews, a crueldade do crime foi além da decapitação. Os agressores utilizaram lâminas de barbear para desmembrar o corpo, removendo também a orelha e órgãos internos da vítima. O cenário de horror foi descoberto quando policiais penais realizaram uma inspeção e encontraram outros detentos segurando apenas a cabeça de Washington.
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O principal responsável pela execução foi identificado como Rodrigo Galvão dos Santos, que teria contado com a colaboração de dois comparsas para realizar o ato. No sistema prisional brasileiro, crimes contra familiares, especialmente contra a mãe, costumam ser punidos com extrema violência pelos próprios detentos, que impõem um “código de ética” paralelo às leis do Estado.
Após o flagrante, a área foi isolada para o trabalho da perícia e os três envolvidos foram encaminhados para prestar depoimento e responderão por mais este homicídio qualificado. A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) deve abrir uma apuração interna para investigar como os presos conseguiram realizar um crime dessa magnitude sem que a movimentação fosse percebida imediatamente pelos sistemas de vigilância.



