Nesta sexta-feira (26), a Presidência da República confirmou que a saúde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exigirá cautela durante sua passagem pela Bahia nas celebrações da Independência do estado. O chefe do Executivo Federal cancelou formalmente sua participação na tradicional caminhada cívica do 2 de Julho pelas ruas de Salvador.
A justificativa médica aponta que as sessões de radioterapia às quais o presidente está submetido inviabilizam sua exposição a fatores de estresse físico comuns no cortejo popular, tais como o calor intenso, sol direto, suor e o contato com grandes multidões. Por se tratar de um fato histórico, tradicional no calendário político nacional, o cancelamento acendeu os holofotes sobre a reorganização das agendas institucionais.
Apesar do recuo nas atividades de rua, Lula manteve compromissos estratégicos em ambientes controlados na Bahia. O fato político de maior peso, contudo, é que os atos públicos serão cumpridos ao lado de aliados de primeira linha que enfrentam momentos de forte turbulência política, como o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o senador Jaques Wagner (PT-BA).
A vinda de Lula ocorre em meio a um severo desgaste político provocado pela saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado Federal. O parlamentar baiano entregou o cargo de articulação após ser formalmente alvo de uma operação da Polícia Federal no âmbito do Caso Master. Mesmo sob a sombra das investigações da PF, a comitiva presidencial optou por blindar o aliado e manter os eventos institucionais no interior e na capital:
- Em Alagoinhas/BA: O presidente e os aliados realizam uma visita técnica alusiva à inauguração do novo Hospital Regional de Alagoinhas, além de chefiarem a entrega de veículos oficiais do Ministério da Saúde.
- Em Salvador/BA: No turno da noite, as lideranças participam da solenidade oficial de reabertura da Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA).




