Gasolina tem tributos federais zerados pelo governo para conter alta nos preços
Governo zera tributos federais da gasolina para conter alta dos combustíveis. Medida visa reduzir impacto de reajustes no bolso do consumidor.
Resumo da notícia
- O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (13), a publicação de uma nova medida provisória (MP) com o objetivo central de frear a escalada dos preços dos combustíveis no mercado interno.
- O benefício será operacionalizado diretamente junto aos produtores e importadores de combustíveis, sob a supervisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
- O anúncio ocorre em um momento de intensa pressão sobre a Petrobras, que lida com uma defasagem significativa em relação aos preços internacionais.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (13), a publicação de uma nova medida provisória (MP) com o objetivo central de frear a escalada dos preços dos combustíveis no mercado interno. A estratégia consiste na eliminação dos tributos federais que incidem sobre a gasolina, abrangendo o PIS/Cofins e a Cide, com previsão de extensão do benefício para o diesel em um segundo momento.
A decisão surge como uma resposta direta à volatilidade do mercado internacional de petróleo, cenário agravado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O governo busca, por meio desta intervenção, mitigar o repasse da alta das commodities para o consumidor final, que enfrenta sucessivos reajustes nas bombas.
Mecanismo de concessão e impacto financeiro
O benefício será operacionalizado diretamente junto aos produtores e importadores de combustíveis, sob a supervisão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O desconto concedido está limitado ao teto dos tributos federais atualmente vigentes, que somam aproximadamente R$ 0,89 por litro de gasolina.
Para o diesel, cuja tributação federal é de R$ 0,35 por litro, a medida entrará em vigor assim que expirarem os efeitos da desoneração anterior, vigente desde março. O governo estima um custo mensal de R$ 272 milhões para cada redução de R$ 0,10 no litro da gasolina, enquanto o impacto para o diesel é calculado em R$ 492 milhões a cada R$ 0,10 de redução.
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, assegurou que a iniciativa possui neutralidade fiscal. Segundo o Executivo, a estratégia de compensação será sustentada pelo aumento da arrecadação proveniente de royalties, dividendos e participações especiais do setor de petróleo, evitando assim pressões adicionais sobre as contas públicas.
A medida provisória possui validade inicial de 60 dias, podendo ser prorrogada por igual período. Para que a desoneração se torne permanente ou estenda sua vigência, o texto necessitará de aprovação formal pelo Congresso Nacional, onde deverá tramitar nas próximas semanas.
Pressão sobre a Petrobras e mercado internacional
O anúncio ocorre em um momento de intensa pressão sobre a Petrobras, que lida com uma defasagem significativa em relação aos preços internacionais. Dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis apontam que a gasolina opera com uma defasagem de 73%, enquanto o diesel acumula uma diferença de 39%.
A presidente da estatal, Magda Chambriard, já havia sinalizado a necessidade de um reajuste iminente nos preços. A articulação entre a companhia e o governo visa equilibrar a sustentabilidade financeira da empresa com a necessidade de proteção ao poder de compra da população brasileira diante da crise energética global.
☀️ InstantBA da Manhã
As notícias mais importantes da Bahia no seu e-mail, todo dia às 06:00. Grátis.





